Soluções em Nuvem

O novo contexto de data center amplia limites do hardware de um local físico para um cenário de infraestrutura digital extremamente veloz, complexa e em constante expansão. Isso exige que a TI adote uma nova abordagem de gerenciamento de infraestrutura de data center que permita:

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Governo terá acesso à localização de celulares para monitorar quarentena

Conforme veiculado no site da super interessante e visto em algumas noticias do site UOL as operadoras garantiram nesta quinta (2/04) que a ideia é só acompanhar o deslocamento da população – sem revelar a identidade do dono de cada aparelho.

Na sexta-feira passada (27), o Ministério da Ciência, Inovação, Tecnologia e Comunicação publicou um vídeo no Twitter em que Marcos Pontes anuncia uma colaboração do Governo Federal com as cinco principais operadoras de telefonia móvel do País para rastrear a localização de 222,2 milhões de linhas. O objetivo é ficar de olho em aglomerações e antever o espalhamento do novo coronavírus. O vídeo foi apagado logo em seguida sem justificativa por parte do MCITC, mas usuários salvaram o conteúdo na íntegra. Na quinta (2), as operadoras finalmente oficializaram a medida. As informações são do UOL Tilt

“As operadoras – Algar Telecom, Claro, Oi, Tim e Vivo, atuando em parceria – vão fornecer os dados de mobilidade originados pelos celulares nas redes móveis ao MCTIC, que possui uma sala de acompanhamento do tema e poderá disponibilizar as informações a todas as esferas do poder público”, afirmou o Sinditelebrasil, sindicato das empresas de telefonia, em um release publicado quinta (2) de manhã.

Eles garantiram que “os dados fornecidos visam exclusivamente o combate à covid-19. Estarão em nuvem pública (data lake) e organizados de forma agregada (…) e anônima, de acordo com as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e do Marco Civil da Internet”. Pontes também garantiu que não haverá problemas de privacidade. Caso você esteja se perguntando, um data lake é um repositório de dados desestruturado, com as informações em estado bruto. Não se parece em nada com uma planilha de Excel.

Em uma metrópole, é possível usar a localização das antenas a que cada chip se conecta para acompanhar, ao longo do dia, o deslocamento de milhares ou milhões de pontinhos dos subúrbios para o centro ou vice-versa nos horários de pico. Os pontinhos não são identificados, mas o movimento da população como um todo é visível em um mapa.

Com as medidas de distanciamento social e home office, houve uma queda sensível no movimento pendular diário de trabalhadores e estudantes. Neste contexto, aglomerações anormais de pessoas podem se sobressair.

As operadoras já haviam percebido isso: em 26 de março, Leonardo Capdeville, CTIO da TIM, afirmou em entrevista ao UOL: “Depois das medidas de restrição, a gente vê que essa massa não se desloca e a concentração permanece naquelas áreas iniciais”. Inspirado em medidas parecidas implantadas na Coreia do Sul e na Itália, Capdeville afirmou já estar cooperando com a prefeitura do Rio de Janeiro. Na quarta (1º), a Telefônica (Vivo) também anunciou um acordo de cooperação com o governo de São Paulo para uso de dados de deslocamento.

Fornecer essas informações às autoridades pode ajudá-las a acompanhar a pandemia, mas é essencial que tudo seja utilizado de maneira responsável e apenas para os fins anunciados.

Em teoria, o uso de tais dados precisaria ser autorizado previamente pelos usuários, mas a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais abre exceções e prevê boas práticas (como excluir as informações assim que possível e utilizá-las apenas para a tarefa pré-determinada). Além disso, os estados e o Governo Federal declararam calamidade pública – o que flexibiliza algumas normas, afirmou Patricia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia de São Paulo à Reuters. 

A LGPD foi sancionada ainda no mandato de Michel Temer, em agosto de 2018, e entrará em vigor só em agosto deste ano. Ela prevê que os usuários de um serviço qualquer precisam autorizar o uso de seus dados antes do início da coleta e do armazenamento. O Art. 7º afirma que “o tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses: I – mediante o fornecimento de consentimento pelo titular.”

O Art. 7º ainda afirma, porém, que o uso dos dados também está autorizado “II – para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; III – pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos congêneres (…)”. 

Outro trecho da lei diz que o consentimento é dispensável para dados considerados sensíveis nas mesmas duas hipóteses mencionadas nos incisos II e III ali em cima. Os dados sensíveis são definidos pela lei como dados pessoais “sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.” Não há menção a dados de localização. 

Google desabilita novo recurso de privacidade do Chrome por conta do Covid-19

O Google decidiu desfazer uma mudança implementada recentemente no Chrome por causa do coronavírus (COVID-19). A empresa optou por reverter um update que mudaria a forma como o navegador lida com cookies e que poderia fazer com que sites parassem de funcionar adequadamente.

A versão 80 do Chrome, liberada em fevereiro, trouxe uma alteração fundamental na forma como interpreta os cookies SameSite, visando melhorar a privacidade dos usuários dificultando alguns tipos de rastreamento por sites de terceiros, como explica 9to5Google. No entanto, essa transição tem um efeito colateral: quebrar alguns sites que não tenham sido atualizados recentemente para se adaptar.

A empresa entendeu que este momento, durante a pandemia da Covid-19, não era o momento ideal para fazer com que nenhum site parasse de funcionar, sob o risco de tornar inacessíveis serviços essenciais, como o e-commerce ou páginas informativas de governos, como explica a empresa no blog oficial.

O Google diz que não desistiu de implementar a mudança, mas que temporariamente a função será desabilitada a partir desta sexta-feira (3). A expectativa da empresa é que seja possível reativá-la a partir do terceiro trimestre.

Como o coronavírus já começa a afetar o mercado de tecnologia do Brasil

Falta de peças vindas da China mexe com a indústria e pode afetar grandes e pequenas empresas

A esta altura, não há mais como negar: o coronavírus já é um desastre para a economia mundial. A China, epicentro do vírus, precisou praticamente frear a produção industrial para impedir que os funcionários nas linhas de montagem ficassem expostos, o que teve reflexos no mundo inteiro. O Brasil, obviamente, não é diferente.

A indústria brasileira já sente os reflexos da baixa produção na China. O setor de tecnologia sofre com a falta de peças para montagem dos produtos, que tem forçado a paralisação de algumas fábricas no país, forçando empresas a darem férias coletivas para seus funcionários enquanto o fornecimento não é normalizado.

Empresas bastante conhecidas do público brasileiro estão entre as afetadas. A Samsung precisou paralisar a montagem de produtos na cidade de Campinas (SP) por três dias em fevereiro.  O problema atingiu de forma mais grave a LG e a Flextronics, responsável pelos produtos da Motorola no país.

A fábrica da LG, localizada na cidade de Taubaté (SP) iniciou em 2 de março uma paralisação de 10 dias. Enquanto isso, a Flextronics, de Jaguariúna (SP), já havia dado férias coletivas para seus funcionários entre 17 e 28 de fevereiro e anunciou que fará isso novamente entre 9 e 28 de março.

Movimento similar pode ser notado na Zona Franca de Manaus. Várias montadoras já preveem férias coletivas e licenças remuneradas para seus funcionários para lidar com a falta de insumos vindos da China.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o Brasil é profundamente dependente dos componentes chineses. Em 2019, 42% dos itens importados pelos fabricantes nacionais vieram da China, e outros 38,3% vieram de outros países asiáticos, que também se veem diante de forte ameaça do coronavírus. No ano passado também foram registrados US$ 7,5 bilhões em importações da China para o Brasil.

Por causa dessa dependência, a associação notou que 6% das empresas a ela ligadas já operam em regime de paralisação parcial e outras 14% já planejavam interrupções em suas linhas de produção, na maior parte dos casos parcialmente. A pesquisa também indica que 48% não têm qualquer plano de parar a produção, mas isso pode mudar se essa situação de escassez se prolongar por mais tempo.

Pode afetar o consumidor?

A organização percebeu uma mudança com seus números mais recentes. Entre seus associados, 54% das empresas afirmam que podem começar a ter dificuldades em entregar os produtos finalizados aos clientes como decorrência da falta de peças caso essa situação se prolongue por mais 47 dias.

Nas pesquisas anteriores da Abinee, as empresas ainda não haviam dado esse indicativo. A associação defendia que o público brasileiro não iria perceber nenhuma mudança no mercado, mesmo com as fábricas temporariamente paralisadas.

O aumento da preocupação da Abinee acompanha a posição menos otimista de outras organizações. Wilson Périco, presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), já apontava que a partir deste mês, as empresas sofrendo com a baixa de componentes podem esgotar seus estoques, forçando um agravamento na paralisação da produção.

O resultado no mercado, se chegar a esse ponto, pode afetar consumidores de várias formas. Os estoques nas lojas podem começar a ficar escassos e os preços cobrados pelos produtos devem começar a subir, seguindo a famosa lei de oferta e demanda. Com poucas unidades nas prateleiras, os valores podem ser inflacionados.

Impacto econômico já é real

É fato que a difusão do coronavírus causará um impacto negativo na economia mundial, e os primeiros sintomas já são sentidos. Em conferência da ONU, foi revelado que, apenas levando em conta janeiro e fevereiro, as perdas globais causadas pelo Covid-19 já chegam à casa dos US$ 50 bilhões.

Esse número leva em conta um período curto. Se a pandemia continuar a assustar pessoas e mercados ao redor do mundo por muito mais tempo, as perdas podem ser radicalmente piores, como resultado da dependência das linhas de produção chinesas.

Como nota o jornalista Jamil Chade, no entanto, o impacto para a indústria brasileira foi “leve” até o momento. A “sorte” do Brasil é a indústria fechada, que não movimenta muitas exportações. As perdas estão na casa dos US$ 100 milhões e atingem principalmente o setor automotivo. Também são impactados de forma mais dura as áreas de metais e máquinas.

Esta reportagem foi obtida pelo site: https://olhardigital.com.br/coronavirus/noticia/como-o-coronavirus-ja-comeca-a-afetar-o-mercado-de-tecnologia-do-brasil/97793

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