Governo terá acesso à localização de celulares para monitorar quarentena

Governo terá acesso à localização de celulares para monitorar quarentena

Conforme veiculado no site da super interessante e visto em algumas noticias do site UOL as operadoras garantiram nesta quinta (2/04) que a ideia é só acompanhar o deslocamento da população – sem revelar a identidade do dono de cada aparelho.

Na sexta-feira passada (27), o Ministério da Ciência, Inovação, Tecnologia e Comunicação publicou um vídeo no Twitter em que Marcos Pontes anuncia uma colaboração do Governo Federal com as cinco principais operadoras de telefonia móvel do País para rastrear a localização de 222,2 milhões de linhas. O objetivo é ficar de olho em aglomerações e antever o espalhamento do novo coronavírus. O vídeo foi apagado logo em seguida sem justificativa por parte do MCITC, mas usuários salvaram o conteúdo na íntegra. Na quinta (2), as operadoras finalmente oficializaram a medida. As informações são do UOL Tilt

“As operadoras – Algar Telecom, Claro, Oi, Tim e Vivo, atuando em parceria – vão fornecer os dados de mobilidade originados pelos celulares nas redes móveis ao MCTIC, que possui uma sala de acompanhamento do tema e poderá disponibilizar as informações a todas as esferas do poder público”, afirmou o Sinditelebrasil, sindicato das empresas de telefonia, em um release publicado quinta (2) de manhã.

Eles garantiram que “os dados fornecidos visam exclusivamente o combate à covid-19. Estarão em nuvem pública (data lake) e organizados de forma agregada (…) e anônima, de acordo com as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e do Marco Civil da Internet”. Pontes também garantiu que não haverá problemas de privacidade. Caso você esteja se perguntando, um data lake é um repositório de dados desestruturado, com as informações em estado bruto. Não se parece em nada com uma planilha de Excel.

Em uma metrópole, é possível usar a localização das antenas a que cada chip se conecta para acompanhar, ao longo do dia, o deslocamento de milhares ou milhões de pontinhos dos subúrbios para o centro ou vice-versa nos horários de pico. Os pontinhos não são identificados, mas o movimento da população como um todo é visível em um mapa.

Com as medidas de distanciamento social e home office, houve uma queda sensível no movimento pendular diário de trabalhadores e estudantes. Neste contexto, aglomerações anormais de pessoas podem se sobressair.

As operadoras já haviam percebido isso: em 26 de março, Leonardo Capdeville, CTIO da TIM, afirmou em entrevista ao UOL: “Depois das medidas de restrição, a gente vê que essa massa não se desloca e a concentração permanece naquelas áreas iniciais”. Inspirado em medidas parecidas implantadas na Coreia do Sul e na Itália, Capdeville afirmou já estar cooperando com a prefeitura do Rio de Janeiro. Na quarta (1º), a Telefônica (Vivo) também anunciou um acordo de cooperação com o governo de São Paulo para uso de dados de deslocamento.

Fornecer essas informações às autoridades pode ajudá-las a acompanhar a pandemia, mas é essencial que tudo seja utilizado de maneira responsável e apenas para os fins anunciados.

Em teoria, o uso de tais dados precisaria ser autorizado previamente pelos usuários, mas a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais abre exceções e prevê boas práticas (como excluir as informações assim que possível e utilizá-las apenas para a tarefa pré-determinada). Além disso, os estados e o Governo Federal declararam calamidade pública – o que flexibiliza algumas normas, afirmou Patricia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia de São Paulo à Reuters. 

A LGPD foi sancionada ainda no mandato de Michel Temer, em agosto de 2018, e entrará em vigor só em agosto deste ano. Ela prevê que os usuários de um serviço qualquer precisam autorizar o uso de seus dados antes do início da coleta e do armazenamento. O Art. 7º afirma que “o tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses: I – mediante o fornecimento de consentimento pelo titular.”

O Art. 7º ainda afirma, porém, que o uso dos dados também está autorizado “II – para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; III – pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos congêneres (…)”. 

Outro trecho da lei diz que o consentimento é dispensável para dados considerados sensíveis nas mesmas duas hipóteses mencionadas nos incisos II e III ali em cima. Os dados sensíveis são definidos pela lei como dados pessoais “sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.” Não há menção a dados de localização. 

Google desabilita novo recurso de privacidade do Chrome por conta do Covid-19

O Google decidiu desfazer uma mudança implementada recentemente no Chrome por causa do coronavírus (COVID-19). A empresa optou por reverter um update que mudaria a forma como o navegador lida com cookies e que poderia fazer com que sites parassem de funcionar adequadamente.

A versão 80 do Chrome, liberada em fevereiro, trouxe uma alteração fundamental na forma como interpreta os cookies SameSite, visando melhorar a privacidade dos usuários dificultando alguns tipos de rastreamento por sites de terceiros, como explica 9to5Google. No entanto, essa transição tem um efeito colateral: quebrar alguns sites que não tenham sido atualizados recentemente para se adaptar.

A empresa entendeu que este momento, durante a pandemia da Covid-19, não era o momento ideal para fazer com que nenhum site parasse de funcionar, sob o risco de tornar inacessíveis serviços essenciais, como o e-commerce ou páginas informativas de governos, como explica a empresa no blog oficial.

O Google diz que não desistiu de implementar a mudança, mas que temporariamente a função será desabilitada a partir desta sexta-feira (3). A expectativa da empresa é que seja possível reativá-la a partir do terceiro trimestre.

Como o coronavírus já começa a afetar o mercado de tecnologia do Brasil

Falta de peças vindas da China mexe com a indústria e pode afetar grandes e pequenas empresas

A esta altura, não há mais como negar: o coronavírus já é um desastre para a economia mundial. A China, epicentro do vírus, precisou praticamente frear a produção industrial para impedir que os funcionários nas linhas de montagem ficassem expostos, o que teve reflexos no mundo inteiro. O Brasil, obviamente, não é diferente.

A indústria brasileira já sente os reflexos da baixa produção na China. O setor de tecnologia sofre com a falta de peças para montagem dos produtos, que tem forçado a paralisação de algumas fábricas no país, forçando empresas a darem férias coletivas para seus funcionários enquanto o fornecimento não é normalizado.

Empresas bastante conhecidas do público brasileiro estão entre as afetadas. A Samsung precisou paralisar a montagem de produtos na cidade de Campinas (SP) por três dias em fevereiro.  O problema atingiu de forma mais grave a LG e a Flextronics, responsável pelos produtos da Motorola no país.

A fábrica da LG, localizada na cidade de Taubaté (SP) iniciou em 2 de março uma paralisação de 10 dias. Enquanto isso, a Flextronics, de Jaguariúna (SP), já havia dado férias coletivas para seus funcionários entre 17 e 28 de fevereiro e anunciou que fará isso novamente entre 9 e 28 de março.

Movimento similar pode ser notado na Zona Franca de Manaus. Várias montadoras já preveem férias coletivas e licenças remuneradas para seus funcionários para lidar com a falta de insumos vindos da China.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o Brasil é profundamente dependente dos componentes chineses. Em 2019, 42% dos itens importados pelos fabricantes nacionais vieram da China, e outros 38,3% vieram de outros países asiáticos, que também se veem diante de forte ameaça do coronavírus. No ano passado também foram registrados US$ 7,5 bilhões em importações da China para o Brasil.

Por causa dessa dependência, a associação notou que 6% das empresas a ela ligadas já operam em regime de paralisação parcial e outras 14% já planejavam interrupções em suas linhas de produção, na maior parte dos casos parcialmente. A pesquisa também indica que 48% não têm qualquer plano de parar a produção, mas isso pode mudar se essa situação de escassez se prolongar por mais tempo.

Pode afetar o consumidor?

A organização percebeu uma mudança com seus números mais recentes. Entre seus associados, 54% das empresas afirmam que podem começar a ter dificuldades em entregar os produtos finalizados aos clientes como decorrência da falta de peças caso essa situação se prolongue por mais 47 dias.

Nas pesquisas anteriores da Abinee, as empresas ainda não haviam dado esse indicativo. A associação defendia que o público brasileiro não iria perceber nenhuma mudança no mercado, mesmo com as fábricas temporariamente paralisadas.

O aumento da preocupação da Abinee acompanha a posição menos otimista de outras organizações. Wilson Périco, presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), já apontava que a partir deste mês, as empresas sofrendo com a baixa de componentes podem esgotar seus estoques, forçando um agravamento na paralisação da produção.

O resultado no mercado, se chegar a esse ponto, pode afetar consumidores de várias formas. Os estoques nas lojas podem começar a ficar escassos e os preços cobrados pelos produtos devem começar a subir, seguindo a famosa lei de oferta e demanda. Com poucas unidades nas prateleiras, os valores podem ser inflacionados.

Impacto econômico já é real

É fato que a difusão do coronavírus causará um impacto negativo na economia mundial, e os primeiros sintomas já são sentidos. Em conferência da ONU, foi revelado que, apenas levando em conta janeiro e fevereiro, as perdas globais causadas pelo Covid-19 já chegam à casa dos US$ 50 bilhões.

Esse número leva em conta um período curto. Se a pandemia continuar a assustar pessoas e mercados ao redor do mundo por muito mais tempo, as perdas podem ser radicalmente piores, como resultado da dependência das linhas de produção chinesas.

Como nota o jornalista Jamil Chade, no entanto, o impacto para a indústria brasileira foi “leve” até o momento. A “sorte” do Brasil é a indústria fechada, que não movimenta muitas exportações. As perdas estão na casa dos US$ 100 milhões e atingem principalmente o setor automotivo. Também são impactados de forma mais dura as áreas de metais e máquinas.

Esta reportagem foi obtida pelo site: https://olhardigital.com.br/coronavirus/noticia/como-o-coronavirus-ja-comeca-a-afetar-o-mercado-de-tecnologia-do-brasil/97793

Avast coleta e vende dados de navegação dos usuários há anos

Avast coleta e vende dados de navegação dos usuários há anos

Conforme reportagem veiculada pelo site da olhar digital e outras empresa a Companhia

Empresa alega que atividade permite estudar padrões de uso dos serviços na internet; aplicação dos dados está detalhado nos termos do antivírus

Recentemente foi revelado que o antivírus Avast coletou mais de 400 milhões de dados de navegação de usuários, com o objetivo de vendê-las a terceiros – principalmente para anunciantes. O ponto mais crítico desta situação é que a empresa realiza essa atividade desde 2013. Portanto, não é esperado o desconhecimento de tantas pessoas

O CEO da Avast, Ondrej Vlcek, explica que a coleta de dados é comum e geralmente é usada para proteger a privacidade dos usuários, uma vez que as informações são anonimizadas. Tudo indica que essa prática é mais comum do que parece, sendo que outras empresas do ramo fazem o mesmo há muito tempo.

Apesar da aparência ilegal, as empresas geralmente notificam essas ações em detalhes em seus termos de uso, como aponta o site Xataka. Por mais que a coleta de dados com intenções comerciais não tenha muito a cara de uma empresa relacionada à segurança nas redes, a própria Avast explica que isso não representa nenhum risco a longo prazo para os usuários. Os dados são coletados através de extensões adicionadas nos navegadores, dedicadas a extrair o URL dos sites visitados.

E a transparência?

Vlcek foi enfático ao afirmar que, durante a coleta de quaisquer informações, são eliminados dados que possam vir a prejudicar o usuário, de modo a usá-las apenas para fins métricos. Graças a essa coleta, é possível identificar vários padrões em certos serviços disponíveis na internet, pelos quais geralmente são estudados os padrões de uso ao longo do tempo. Em seguida, a Avast vende essas informações para diferentes clientes, especialmente dedicados à publicidade.

Se você deseja ver a exata localização nos termos de uso com os detalhes desta ação, pode visitar este link. Além disso, caso queira desabilitar esta atividade de coleta, pode fazê-lo pelo mesmo site.

Pichau Bate RECORD MUNDIAL Com AMD Threadripper 3990X No HWBOT

Pichau Bate RECORD MUNDIAL Com AMD Threadripper 3990X No HWBOT

Segundo reportagem divulgada no site Pichau Arena, No dia 09/02/2020 caiu o embargo mundial do AMD Threadripper 3990X o processador mais poderoso do mundo atualmente, com 64 núcleos e 128 threads que pode operar a um clock máximo de 4.3GHz em seu modo boost sob demanda por núcleos.

Nada melhor para darmos as boas vindas a esse monstrinho do que testar ele em um cenário de Overclock.

Que provavelmente não vai ser o uso dele por seus compradores

Antes de falarmos o que conseguimos com ele, precisamos entender um pouco de como ele se comporta, então como referência em Stock temos uma processador que trabalha com temperaturas na casa dos 68~75 Graus com um Clock na casa dos 4.200MHz que quando o processador é levado em massa a utilizar todos os seus 128 Threads a 100% vai trabalhar como padrão na casa dos 3.200MHz.

Por curiosidade o seu consumo fica na casa dos 280 a 300W com essa carga de trabalho em Stock e chegando a quase 600W quando em OC.

Sabendo disso, que ele é um processador com muitos núcleos e que quando está a 100% o seu clock fica mais baixo, o primeiro passo é tentar estabilizar ele próximo do seu boost máximo por núcleo. E foi ai mesmo que atacamos!

Em nossos primeiros testes atacamos em um clock de 3.9 GHz com uma tensão bem folgada, realmente para sentir o comportamento. Nesse primeiro teste é somente para conhecer! Percebemos que ele aceitou a tensão bem e conseguiu rodar o Cinebench R20 que é extremamente pesado muito bem e já com ganhos expressivos em cima do valor em Stock.

Nesse momento a minha tensão era de 1.280v e as temperaturas estavam bem altas, mas se mantendo dentro de uma margem que considero aceitável para um CPU com 64 núcleos.

Temperaturas na casa dos 85 graus podem parecer muito, mas sempre devemos lembrar! não estamos falando de 16 threads mais sim de 128 threads

Afinando mais o Overclock baixei o vcore para 1.256v e por incrível que pareça nele eu consegui trabalhar bem a um limite máximo de 4.125MHz. Acima desse valor o sistema não tinha estabilidade para suportar uma rodada completa de Cinebench R20.

Os motivos são 2, falta de vcore exigindo mais tensão e temperatura que vem ligado a tensão mais elevada. Essa combinação nos impõe um limite nessa casa dos 4.1GHz ~ 4125MHz +-

Para curiosidade o clock máximo que atingimos foi 4.225MHz com 1.280v mas pelos motivos acima não conseguimos muita estabilidade nesses valores.

Convenhamos é um valor muito bom já! 4125MHz em 128 Threads é a primeira vez que vejo no mundo!

Agora nossa correria foi com os benchmarks, tive o cuidado de validar todos eles na liga do HWBOT com validação e inclusive alguns e-mails trocados com pessoal de fora auxiliando na verificação e checagem se os dados eram realmente válidos.

Os resultados foram lindos, 31.107 pontos no Cinebench R20 o que se comparado com ele em Stock teve uma diferença de mais de 6.000 pontos! para se ter uma ideia melhor uma Intel Core I9 9900K faz pouco mais de 5.000 pontos nesse benchmark.

Então podemos considerar que entre o 3990X Stock e ele em Overclock temos mais do que um Intel Core I9 9900K de diferença. Brincadeiras a parte, essa pontuação validada nos colocou em 3 lugar no rank mundial do Cinebench R15.

Na sequencia consegui fazer uma ótima rodada de Cinebench R15 com pontuação na casa dos 13.115.

Nos colocando em terceiro lugar no rank mundial de Cinebench R15.

e por último uma pontuação no 7-ZIP que nos garantiu 12 lugar no rank mundial geral e 1 lugar nas categorias 64 Cores e Ryzen Threadripper.

Essas pontuações representando o Brasil, são um pouco do que o AMD Threadripper 3990X é capaz de entregar, com uma sessão de overclock básica com um Water Cooler Pichau Gaming AQUA X200, Placa Mãe ASRock TRX40 Taichi e um KIT de memórias T-Force XTREEM ARGB a 3200MHz foi possível chegar a um pódio bacana.

Com mais tempo, mais opções de hardware e quem sabe um pouco de nitrogênio líquido não conseguimos arrancar mais alguma coisa…. aguardem! 

Validações HWBOT:

https://hwbot.org/submission/4347538_
https://hwbot.org/submission/4347544_
https://hwbot.org/submission/4347547_

Processador AMD Ryzen™ Threadripper™ 3990X

Processador AMD Ryzen™ Threadripper™ 3990X
Threadripper Chip

Um processador para renderizar tudo

Agora com revolucionários 64 núcleos, o processador para desktop mais potente do mundo fará com que o tempo seja irrelevante.* 

Aprovado por Hollywood

O AMD Ryzen™ Threadripper™ da 3ª Geração já demonstrou seu valor para artistas de efeitos especiais de grandes estúdios de filmes.

AMD Socket sTRX4 - TRX40

Novas placas-mãe. Tecnologias exclusivas.

As novas placas-mãe AMD TRX40 incluem a inauguração da conectividade avançada PCIe 4.0 para desktop de alta tecnologia, oferecendo mais largura de banda para criadores do que nunca antes.

Quatro núcleos fornecem 128 threads surpreendentes de poder de multiprocessamento simultâneo, enquanto 288 MB de cache combinada e ampla plataforma de E/S AMD TRX40 trabalham juntos para oferecer um desempenho impressionante.

64 núcleos e 128 threads para cargas de trabalho de renderização extremamente rápidas.

Um número sem precedentes de 88 linhas PCIe® 4.0 para atender a amplas demandas de GPU e NVMe.

Até 288 MB de cache combinado para acesso rápido a grandes conjuntos de dados.

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AMD Ryzen™ Threadripper™ 3990X

Especificações :

Nº de núcleos de CPU: 64

Nº de threads: 128

Clock básico: 2.9GHz

Clock de Max Boost Até 4.3GHz

Cachê L1 total 4MB

Cachê L2 total 32MB

Cachê L3 total 256MB

Desbloqueado Sim

CMOS:TSMC 7nm FinFET

Packages: TRX4

Versão do PCI Express: PCIe 4.0

TDP / TDP Padrão: 280W

Temps máx: 95°C*

Suporte de SO Edição: Windows 10 – 64-Bit RHEL x86 64-Bit*O suporte ao sistema operacional (SO) poderá variar de acordo com o fabricante.

Memória:

Velocidade máxima da memória: 3200MHz

Tipo de memória: DDR4

Canais de memória: 4

Principais recursos:

Tecnologias compatíveis: Arquitetura do núcleo Zen

Utilitário AMD Ryzen™ Master

Base:

Família de produto: AMD Ryzen™ Processors

Linha de produto: AMD Ryzen™ Threadripper™ Processors Plataforma: Computador de mesa

Bandeja OPN: 100-000000163

OPN PIB: 100-100000163WOF

Data de lançamento: 2/7/2020

Imunoterapia: a melhor arma contra o cançêr

Tratamentos que ensinam o sistema imunológico a combater o câncer já são a melhor opção para alguns tumores, mas saem caro. Entenda a ciência da imunoterapia. E o que ela promete para o futuro.

O ano é 1891. O cirurgião William Coley acaba de perder sua primeira paciente. A adolescente de 17 anos tinha aparecido no Hospital do Câncer de Nova York com um tumor nos ossos da mão (um sarcoma). Coley não teve opção a não ser amputar o membro. Como não havia sinais aparentes de metástase – filiais do tumor em outros órgãos –, o médico supôs que a moça estava livre da doença. Dois meses depois, porém, ela morreu repentinamente: as células mutantes haviam se espalhado pelo corpo. Só estavam escondidas.

Arrasado, Coley vasculhou os prontuários do hospital atrás de casos semelhantes. Encontrou um relato escrito sete anos antes: uma imigrante italiana identificada como Zola, de 35 anos, tentou duas vezes extrair um sarcoma do tamanho de um ovo localizado embaixo da orelha esquerda. A protuberância sempre crescia de novo. Para piorar, durante a cicatrização da última das cirurgias de remoção, a pele da bochecha contraiu uma infecção chamada erisipela. Zola teve picos de febre violentos, e ficou à beira da morte.

Os médicos perceberam, porém, que a cada ataque de febre alta o sarcoma diminuía – até sumir completamente. O aumento na temperatura é um sinal de que nossas células de defesa estão em ação contra as ameaças que invadem o corpo. Ou seja: ao combater a erisipela na pele, o sistema imunológico também combateu o câncer por acidente. Impressionado, o médico percorreu os cortiços do leste de Manhattan em busca da italiana. Encontrou Zola viva e saudável, sete anos depois, em remissão completa.

Coley então transformou essa anomalia em tratamento. Injetou um coquetel de bactérias nos tumores de seus dez próximos pacientes para deixá-los doentes de propósito. Era um método bruto, e nada ético. Muitos acabavam mortos pela infecção antes de serem mortos pelo câncer. Mas às vezes dava certo: um homem com sarcoma inoperável, já espalhado pelos tecidos da pélvis e da bexiga, se recuperou plenamente – só morreria 26 anos depois, de ataque cardíaco. Seus glóbulos brancos, sozinhos, deram conta do recado. Após essa primeira leva, Coley se aperfeiçoou: percebeu que usar pedaços de bactérias mortas poderia surtir o mesmo efeito sem oferecer perigo.

Os relatos de Coley foram debatidos entre os médicos na época, mas a notícia não chegou ao público leigo, pois o câncer, no século 19, não era envolto pelo tabu que o cerca hoje. Foi só depois que os tumores se tornaram o inimigo público nº 1: entre 1900 e 1940, uma revolução no saneamento básico, nas vacinas e na nutrição diminuiu muito o número de pessoas que morriam graças a doenças como diarreia, tuberculose e varíola. A população pobre passou a alcançar idades mais avançadas – e o câncer começou a matar pessoas que antes morreriam de outras causas.

Na primeira metade do século 20, o câncer saltou da oitava para a segunda posição do ranking de causas de morte mais comuns – onde permanece, atrás apenas de doenças cardiovasculares. Quatro em cada dez pessoas terão um tumor em algum ponto da vida. Em 2018, o câncer matou 9,6 milhões de pessoas, 70% delas em países de renda baixa ou média. 22% dessas mortes estão associadas ao tabagismo; outros 22%, a hepatite ou infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Os casos de câncer devem aumentar 70% até 2038, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e apenas um quarto dos países pobres oferece tratamento na rede pública.

A palavra “câncer” é genérica; define uma coleção de aproximadamente 160 tipos de tumores. O que eles têm em comum é o fato de se construírem a partir da multiplicação descontrolada de alguma célula. O gatilho são mutações em um ou mais genes dessa célula. Essas mutações podem ser herdadas dos pais ou desencadeadas por agentes externos: cigarro, álcool, infecção por determinados vírus etc.

Por um século, combatemos o câncer por meio da quimioterapia e da radioterapia. Envenenar e torrar o tumor é uma estratégia eficaz em muitos casos, mas vem acompanhada de efeitos colaterais que acabam com o bem-estar dos pacientes.

Na busca por alternativas mais amenas, a ideia de Coley foi redescoberta pelos médicos a partir da década de 1980 e ganhou um nome cabeludo: imunoterapia, uma classe de tratamentos que ensinam o sistema imunológico a combater o câncer de forma eficaz. As imunoterapias são promissoras e têm pouquíssimos efeitos colaterais, mas ainda são limitadas: só se conhecem métodos eficazes contra alguns tipos de câncer, como melanoma (câncer de pele), linfoma e de pulmão.

Muitas drogas imunoterápicas ainda estão em estágio experimental, e as que chegaram ao mercado não são baratas. Uma ampola de Yervoy, um imunoterápico aprovado no Brasil pela Anvisa em 2012 e usado para conter metástase de câncer de pele, custa até R$ 18 mil, e são necessárias no mínimo quatro doses.

Os resultados, porém, impressionam tanto quanto o preço. Mas, antes de entender como os cientistas manipulam o sistema imune a nosso favor, é preciso aprender como ele funciona.

Você pode imaginar a imunoterapia como um jogo de Pac-Man: suas células de defesa só conseguem atacar o câncer após terem comido a bolinha.

O sistema imune

Ele é dividido em dois grupos de células: as inatas e as adaptativas. As inatas são as primeiras a entrar em ação quando surge uma ameaça – os soldados rasos, que seguram a bronca enquanto o corpo monta uma estratégia. As adaptativas formam a tropa de elite.

Mas vamos começar com as inatas. As mais conhecidas são os macrófagos. “Macrófago” significa, ao pé da letra, “comilão”. É a junção das palavras gregas makrós (“grande”) e phagein (“comer”). Eles são como o Pac-Man – bolinhas flexíveis de 0,02 mm capazes de englobar e digerir qualquer coisa: micróbios, células mortas do próprio corpo, células potencialmente cancerígenas e até substâncias inorgânicas. O pigmento de uma tatuagem passa o dia sendo engolido e regurgitado por macrófagos.

O segredo dessa versatilidade está em certas proteínas que eles carregam, chamadas receptores do tipo Toll. Essas proteínas são como buracos de fechadura. Se rola um encaixe, os macrófagos são ativados. A chave correta, nesse caso, são pedacinhos de molécula que muitos vírus, bactérias e outras ameaças exibem, mas que não existem normalmente em nós. Por exemplo: os vírus têm RNA de fita dupla, humanos não têm. Bactérias têm uma proteína chamada flagelina, humanos não têm.

É um sistema esperto, mas simples. Como um antivírus gratuito que protege o PC de algo que você pode pegar baixando um filme pirata, mas não daria conta de um hacker do governo russo. E algumas bactérias são hackers mesmo: a da pneumonia, por exemplo, é protegida por uma cápsula que impede a deglutição pelo macrófago; já a da tuberculose se deixa deglutir de propósito, e então arma acampamento no interior dele.

Há outras células além dos macrófagos no sistema inato [veja infográfico abaixo]. As mais famosas aí são as células dendríticas. Como os macrófagos, elas são capazes de fagocitar as ameaças. Mas com um bônus: guardam pedacinhos dessas ameaças para apresentá-los a seus superiores. Os superiores, no caso, são células chamadas linfócitos.

O sistema imune tem um exército de células que defende o corpo de ameaças internas e externas. Elas se dividem em inatas (que são a primeira linha de defesa) e adaptativas (a tropa de elite). Aqui, algumas das principais inatas.

1. Macrófago
É o “Pac-Man” comum, que engloba e digere ameaças. Age sozinho ou guiado por anticorpos, que o ajudam a farejar os micróbios. Usa receptores universais do tipo Toll, que detectam os micróbios mais comuns. É o primeiro a atacar.

2. Natural killer (NT)
A “assassina natural”. Envenena células cancerosas ou sequestradas por vírus antes que causem problemas. É uma das primeiras a atacar, junto do macrófago.

3. Célula dendrítica
A célula dendrítica, como o macrófago, fagocita as ameaças. Mas com um bônus: pega pedacinhos delas e mostra para a tropa de elite, os linfócitos. Só elas têm essa autorização.

Os linfócitos são as células do outro sistema imune, o adaptativo. Ao contrário dos macrófagos e afins, que usam os receptores versáteis do tipo Toll, cada linfócito tem apenas um receptor, capaz de detectar um único antígeno. Você tem milhões de linfócitos aí dentro. E não existem dois iguais.

O objetivo dessa aleatoriedade é o seguinte: se cada um deles tem um buraco de fechadura especializado em uma chave diferente, são grandes as chances de que, independentemente de qual ameaça adentre o seu organismo, haja um linfócito ideal para tentar combatê-la, por mais extraterrestre que ela seja.

Os linfócitos T CD4, chamados auxiliares, são os mais importantes. Quando uma célula dendrítica engole uma ameaça – seja ela um vírus, bactéria ou câncer –, ela vai até os linfócitos e apresenta um pedacinho da ameaça a eles, um por um, até encontrar um linfócito com o encaixe ideal para iniciar o combate. Quando esse linfócito magia é encontrado, ele começa a se multiplicar e forma um exército de clones. Além disso, ele corre para ativar dois de seus funcionários, os linfócitos B e T CD8.

Os T CD8 são especialistas em venenos. Eles procuram células cancerígenas ou células que foram sequestradas por vírus e as destroem utilizando substâncias chamadas perforinas e granzimas. Os linfócitos B, por sua vez, atacam usando os famosos anticorpos. Os anticorpos são proteínas especializadas em grudar em algum pedacinho do invasor. São liberados no campo de batalha em grandes quantidades, para grudar em tudo que aparecer.

Eles podem, por exemplo, se conectar às proteínas da superfície de um vírus. É o equivalente a algemá-lo: de “mãos” atadas, ele se torna incapaz de penetrar na membrana de uma célula e sequestrá-la. Anticorpos auxiliam a resposta imune dessa e de outras formas, ainda que não sejam diretamente responsáveis por eliminar ameaças.

Agora, as adaptativas:

4. Linfócito T CD4
É o líder da resposta. Quando avisado pela dendrítica que há um problema, corre para ativar os demais linfócitos com um recadinho bioquímico.

5. Linfócito T CD8
Um assassino discreto. Após ser ativado pelo CD4, libera toxinas que desativam células problemáticas detectadas por seus receptores. Como se fosse uma natural killer ainda mais letal.

6. Linfócito B
Produz anticorpos – proteínas que grudam nas ameaças, ajudando a identificá-las. Alguns Bs são guardados para imunizar contra-ataques futuros da mesma bactéria ou vírus.

Agora que você conhece as células, entenda como elas funcionam. O sistema imune inato reage primeiro. Ele leva as ameaças para avaliação por células de hierarquia mais alta.

1.
Qualquer invasor – seja bactéria, vírus ou câncer – produz moléculas diferentes das que já existem no nosso corpo. Essas moléculas, chamadas antígenos, são gatilhos para ativar o sistema imune.

2.
Os macrófagos têm receptores tipo Toll que se encaixam nas substâncias anômalas mais típicas. Assim que um micróbio normalzinho entra no organismo, ele acusa a própria presença, é detectado e engolido.

3.
A célula dendrítica leva pedacinhos das ameaças para os linfócitos verem. Os pedacinhos são exibidos em uma molécula chamada MHC II, que é como um formato de arquivo que só o linfócito sabe ler.

4.
Cada linfócito tem só um detector, especialista em uma única ameaça. Quando a dendrítica encontra o linfócito T CD4 perfeito para a ameaça que ela carrega, ele é ativado e começa a organizar uma reação.

5.
O linfócito T CD4 dá um recado químico ao T CD8 que o autoriza a matar células cancerígenas e infectadas por vírus. Os T CD8 já detectaram a ameaça e estão de prontidão, esperando a ordem.

6.
Os linfócitos B também são ativados com o estímulo de proteínas mensageiras chamadas citocinas. Eles passam por uma metamorfose e se tornam plasmócitos, células cuja única função é secretar anticorpos.

A imunoterapia

Aqui surge uma questão: o sistema imune é um aparato de detecção de coisas estranhas, e existem linfócitos para detectar qualquer coisa. Então, por que ele não detecta o câncer?

A resposta é que, em geral, ele detecta: “O sistema imune não é cego aos tumores”, diz José Barbuto, professor de imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. “De fato, ele está pegando a maior parte deles neste exato momento. A questão é que alguns poucos escapam e conseguem crescer.” (No livro Corpo, Bill Bryson escreve: “Todos os dias, estima-se, de uma a cinco células suas se tornam cancerígenas, e seu sistema imune as captura e extermina.”)

O câncer também tem muito mais facilidade em passar despercebido que um agente externo. Um motivo é que ele cresce devagar. Primeiro, uma célula se multiplica e sofre uma mutação. Depois, se divide mais um pouco e sofre outra mutação.  Não é o suficiente para alertar as células de defesa, que acabam se acostumando àquela anomalia por não considerá-la perigosa o suficiente.

Quando o tumor começa a incomodar, ele já ensinou ao corpo que não deve ser combatido. Acaba interpretado como uma doença crônica, que exige apenas uma leve vigilância. As imunoterapias são todas táticas para despertar as defesas dormentes.

A modalidade mais popular de imunoterapia surgiu na década de 1990, com o trabalho simultâneo de dois pesquisadores, um no Japão, outro nos EUA.

Em 1992, Tasuku Honjo, da Universidade de Kyoto, descobriu uma proteína chamada PD-1 na superfície dos linfócitos. A PD-1 é um botão que interrompe a ação da célula quando ela não é mais necessária. Essa é uma das rédeas que, normalmente, evitam que o linfócito perca a noção e comece a atacar órgãos e tecidos inocentes. Em casos de câncer, porém, o PD-1 acaba impedindo uma ação eficaz do glóbulo branco mesmo quando ele encontra um câncer.

Honjo bolou uma droga que pudesse grudar no botão PD-1 e escondê-lo, impedindo que fosse pressionado. Como a tampa que se coloca sobre um botão de alarme de incêndio. Assim, o linfócito ficaria livre para atacar o tumor até eliminá-lo. Essa droga era justamente o melhor tipo de molécula para grudar em alguma coisa: um anticorpo. Era uma inversão inédita. Em vez de usar um anticorpo para aderir ao tumor, Honjo criou um anticorpo capaz de causar um curto-circuito no sistema imune, ativando-o.

Dois anos depois, no Natal de 1994, James Allison, da Universidade da Califórnia em Berkeley, teve o mesmo insight. O grupo de biólogos do qual ele fazia parte estudava como um outro tipo de freio de linfócito, a proteína CTLA-4, poderia ser acionado de propósito em situações em que o sistema imune ataca o corpo que deveria defender (caso de uma doença chamada artrite reumatoide). Allison imaginou que, se bolasse um jeito de fazer o contrário – sabotar o freio que estudava em vez de incentivá-lo –, chegaria a uma droga contra o câncer. Deu certo praticamente de primeira.

Allison e Honjo ganharam o Nobel de Medicina em 2018, e os bloqueadores de PD-1 e CTLA-4 se tornaram algumas das drogas imunoterápicas mais populares do mundo. Como já dissemos aqui, são especialmente eficazes no tratamento de melanomas e, não menos importante, são melhores do que qualquer outra terapia na tarefa de eliminar metástases (lembre-se: as filiais do tumor que brotam em outros órgãos). Isso acontece porque os linfócitos, uma vez acionados, caçam os mutantes onde quer que eles se escondam.

O nome técnico desse tipo de imunoterápico é “inibidor de checkpoint”, já que ele bloqueia a “checagem” que o linfócito faria para saber se deve atacar ou não.

Entre os tratados com Ipilimumab – o bloqueador de CTLA-4 –, a taxa de pacientes de melanoma com metástase que sobrevivem mais de cinco anos após o diagnóstico é algo entre 18% e 20% (Os números variam dentro de uma margem de erro conforme o artigo científico consultado). Com Nivolumab – o bloqueador de PD-1 –, 29% a 39%. Com os dois combinados, de 50% a 60%. É um resultado surpreendente: até o lançamento dos inibidores de checkpoint, só 5% dos pacientes em estado grave (estágio 4) sobreviviam por esse tempo.

O linfócito costuma ser impedido de atacar o câncer tanto pelo próprio tumor quanto pelas células aliadas. Os remédios são tampas que escondem os freios dos linfócitos.

O próprio câncer pode ativar os linfócitos T CD8 (os especialistas em envenenar células que dão defeito). Mas ele disfarça e finge que é só uma parte normal do corpo. Isso é feito por meio de um freio molecular chamado PD-1 que deixa o linfócito pianinho.

O bloqueador de PD-1 cobre o freio que é acionado pelo câncer, fazendo o linfócito perceber que foi enganado.

Na ilustração acima, a célula dendrítica apresenta um pedacinho do câncer para o linfócito, que detecta a ameaça e ataca. Porém, como o câncer é feito de células do próprio corpo, a célula dendrítica se confunde e acha que está ordenando um ataque em um órgão inocente. Preocupada, ela puxa um freio chamado CTLA-4, que desliga o linfócito.

O bloqueador de CTLA-4 é uma tampa que cobre o freio, impedindo a célula dendrítica de acioná-lo. O linfócito acorda e começa a atacar o tumor.

O preço

Tirar um remédio do papel é demorado. O Opdivo só foi aprovado pela FDA – o órgão americano equivalente à Anvisa – em 2017. O Yervoy chegou ao mercado um pouco antes, em 2011. A demora não é à toa: as empresas do setor farmacêutico realizam uma grande quantidade de testes para garantir a eficácia e a segurança da droga. Em média, de cada 10 mil moléculas pesquisadas, só uma vira remédio.

Em média, de cada 10 mil moléculas pesquisadas, só uma vira remédio.

Em média, de cada 10 mil moléculas pesquisadas, só uma vira remédio. (Design: Juliana Krauss / Ilustração: Otávio Brito/Superinteressante)

Tanto o Opdivo quanto o Yervoy, hoje, são propriedade intelectual da Bristol-Myers Squibb (BMS). “Depois que começam os testes clínicos, com seres humanos, a universidade em geral não é capaz de financiá-los por conta própria e precisa se aliar a um patrocinador do setor privado”, explica Roger Miyake, diretor de Acesso na BMS no Brasil.

Foi o que aconteceu com Allison, que na época era pesquisador e docente da Universidade Texas A&M. Para realizar os teste clínicos do Yervoy, ele fez uma parceria com uma startup de biotecnologia chamada Medarex, que em 2009 foi adquirida pela BMS.

Essa jornada se reflete no preço. Nos EUA, de acordo com a BMS, o preço de uma ampola de Opdivo de 240 mg, que deve ser injetada a cada duas semanas, equivale a R$ 27 mil. Quem precisa da combinação Opdivo e Yervoy, cujo tratamento completo exige no mínimo quatro injeções, vai desembolsar algo entre R$ 90 mil e R$ 165 mil por ampola.

Tratar câncer, diga-se, nunca foi tão caro: em 1965, o preço médio de uma droga anticâncer recém-aprovada pela FDA era R$ 400 – em valores de hoje, corrigidos pela inflação. Em 1980, pouco mais de R$ 4 mil. Agora, praticamente não há limites (como veremos adiante).

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(Design: Juliana Krauss / Ilustração: Otávio Brito/Superinteressante)

No Brasil, um órgão da Anvisa chamado CMed regula o preço dos medicamentos, mas ele ainda é proibitivo. O Yervoy custa algo entre R$ 14,5 mil e R$ 18 mil a dose, conforme o ICMS de cada Estado. Sob esse valor, ele foi submetido à avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que determina se o custo-benefício de uma droga justifica sua inclusão no SUS. Foi negado. O caso do Opdivo, por sua vez, encontra-se em consulta pública na internet. Qualquer cidadão pode opinar sobre a implantação da terapia no sistema público.

A advogada Carla Gil Fernandes, em tratamento há um ano e dois meses com o Opdivo, estava com melanoma metastático em estágio 4 quando começou. Teve remissão completa, confirmada por exames de imagem a cada três meses. É um exemplo da eficácia do remédio. Mas também da dificuldade de acessá-lo:

“O SUS não fornece e eu estava sem plano de saúde. Minha única opção era judicializar o pedido do remédio para o Estado, e assim o fiz”. Como o Estado é responsável por zelar pela saúde dos cidadãos, é possível conseguir por meio da abertura de um processo diversas drogas que o SUS não disponibiliza. Mas essa só é uma alternativa para quem tem dinheiro para pagar um advogado (ou, como no caso de Carla, para quem já é um).

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As alternativas

Uma opção para o governo é pechinchar com as farmacêuticas argumentando que o volume justificaria um preço menor por dose. O Brasil é o quinto país mais populoso, 600 mil casos de câncer são registrados por ano. 150 milhões de pessoas dependem do SUS. Mesmo que o sistema público não dê tanto lucro quanto os convênios, o número de ampolas é tão alto que o desconto pode compensar.

Desenvolver medicamentos nacionais é outro caminho. É o que faz a ReceptaBio, uma startup fundada em 2006 por um ex-diretor científico da Fapesp, José Fernando Perez. Eles estão realizando testes clínicos de fase 2 para duas moléculas que têm a mesma função que o Yervoy e o Opdivo da BMS, mas que sairão por uma fração do preço.

Ambas já estão patenteadas, e espera-se que passem por aprovação acelerada pelas agências reguladoras (Anvisa e FDA), isto é: que possam chegar às prateleiras antes da conclusão dos ensaios clínicos de fase 3. “O fato de nós termos tanto o CTLA-4 quanto o PD-1 é muito importante”, diz Perez. “A combinação é mais eficaz que qualquer um dos dois sozinhos.” A aprovação deve vir até 2021.

A ReceptaBio faz parcerias com universidades e centros de pesquisa, que podem contar com bolsas de agências de fomento estaduais e federais. Assim, uma parcela do investimento é custeada com recursos públicos. Outra peculiaridade é que os testes estão sendo realizados não com melanomas, que são o alvo típico dos inibidores de checkpoint, mas em mulheres com câncer de colo de útero: um tumor comum em países em desenvolvimento, mas raro na Europa e nos EUA por causa da vacinação contra o vírus HPV. “Câncer de colo de útero não é uma indicação atraente para as multinacionais”, diz Sonia Dainesi, diretora médica da ReceptaBio.

Participar de testes como esses pode ser uma ótima forma de testar uma terapia inovadora gratuitamente. As universidades públicas e os principais centros de pesquisa em saúde brasileiros estão constantemente criando e aperfeiçoando drogas contra diferentes tipos de tumor, e precisam de voluntários para aplicá-las.

Além disso, nada impede as grandes empresas do setor farmacêutico de realizarem seus ensaios clínicos por aqui. O problema é a burocracia: o governo brasileiro impõe regulações severas ao processo de aprovação de uma terapia, o que atrasa as iniciativas nacionais e afugenta as internacionais. É muito mais barato e rápido realizar testes na Europa, ou na China, do que aqui.

“O governo precisa incentivar estudos clínicos, agilizar a aprovação deles. Principalmente em um cenário de privação de recursos, em que essa é uma alternativa”, diz Andreia Melo, chefe da divisão de pesquisa clínica e desenvolvimento tecnológico do Instituto Nacional do Câncer.

O futuro

Nas páginas anteriores, debatemos uma única modalidade de imunoterapia. Embora os inibidores de checkpoint como o Yervoy e o Opdivo estejam em evidência desde o anúncio do Nobel de 2018, eles são só a ponta do iceberg.

Uma aposta recente são os linfócitos T com receptores de antígeno quiméricos, mais conhecidos como células CAR-T. O resumo da ópera é: coletar linfócitos na corrente sanguínea do paciente, levá-los para o laboratório e instalar neles um gene. Esse gene equipa o linfócito com uma proteína capaz de aderir ao tumor. Assim, cria-se um linfócito customizado, para ser reinserido na pessoa doente.

O problema, claro, é o preço. Um tratamento de células CAR-T contra câncer no sangue chamado Kymriah e vendido pela Novartis sai por US$ 475 mil. Em bom português, R$ 2 milhões. Uma versão brasileira da técnica está em desenvolvimento na Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto e pode sair por R$ 150 mil. Ela foi aplicada pela primeira vez em outubro de 2019. Vinte dias depois, o primeiro paciente, um homem de 62 anos com linfoma, estava essencialmente livre da doença.

Há dezenas de imunoterapias sendo testadas para uma grande variedade de tumores. Cada uma usa uma estratégia diferente para despertar as defesas naturais do corpo.

Há dezenas de imunoterapias sendo testadas para uma grande variedade de tumores. Cada uma usa uma estratégia diferente para despertar as defesas naturais do corpo. (Design: Juliana Krauss / Ilustração: Otávio Brito/Superinteressante)

Uma das imunoterapias mais sofisticadas que existem, curiosamente, é um retorno à ideia original de Coley: infectar o tumor de propósito. O Imlygic, fabricado pela empresa de biotecnologia Amgen, é um vírus da herpes criado e modificado em laboratório. Esse vírus hackeado não consegue invadir células saudáveis, mas é capaz de parasitar as cancerígenas.

Ao ser injetado no tumor, ele sequestra o maquinário das células para criar cópias de si mesmo (como todo vírus faz). Ao final, a célula explode, liberando bebês vírus na vizinhança. Isso é bom não só porque a célula em si foi morta, mas porque o recheio dela foi solto pelo corpo. Tal cenário aumenta a chance de o sistema imunológico detectar uma molécula anômala inédita, capaz de convencê-lo a iniciar uma resposta.

Em uma das imunoterapias mais inovadoras disponíveis atualmente, um vírus HPV hackeado se infiltra no câncer.

1.
O tumor indicado para este tipo de tratamento é um melanoma em estágio 4 com metástases – praticamente intratável por métodos como quimioterapia.

2.
No tratamento, um vírus HPV modificado é injetado no tumor. Ele é capaz de atacar as células cancerígenas, mas não consegue invadir as normais.

3.
Quando o câncer explode, ele libera seu “recheio” na corrente sanguínea. Essas moléculas estranhas chamam a atenção do sistema imune, que corre para a cena do crime e passa a atacá-lo.

4.
O vírus se reproduz parasitando o maquinário da célula cancerígena. Depois, ele a destrói, espalhando seus bebês por aí. De célula em célula, o tumor diminui de tamanho.

Enquanto isso, no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP em São Paulo, capital, José Barbuto desenvolve há anos uma outra terapia, baseada em células dendríticas. Lembre-se: a função delas é ativar os linfócitos, exibindo um pedacinho da ameaça na molécula MHC II. Se elas estão desligadas, o contra–ataque não começa. E é comum o tumor convencer as dendríticas de que está tudo bem.

Para contornar o problema, Barbuto extrai dendríticas saudáveis do sangue de um doador, mistura com células do tumor do paciente e dá um choque de mil volts. O choque perturba a membrana das células e faz com que elas se fundam, criando quimeras microscópicas: células híbridas de dois núcleos que são metade o câncer de um paciente e metade a célula dendrítica de uma pessoa saudável. Essa bizarrice vive pouco, mas o suficiente para apresentar o tumor aos linfócitos, iniciando a reação na marra. É como fazer ligação direta em um carro.

Esse tipo de tratamento às vezes é chamado de vacina, ainda que não seja uma vacina na acepção corriqueira do termo (vacinas treinam o sistema imune para evitar que alguém contraia uma doença, já a vacina contra o câncer trata o paciente após o diagnóstico). Há vários tipos experimentais de vacina. É possível, por exemplo, produzir em laboratório pedacinhos de proteína que sejam bons sósias dos antígenos que o câncer fabrica. Assim, seu sistema imune faz uma “simulação” antes de partir para a batalha.

Um dia é possível que imunoterapias assim – bem como tantas outras saindo do papel em laboratórios do mundo todo – entrem para o catálogo de uma empresa farmacêutica. Mas essa sempre será uma longa novela. Por trás da história de cada paciente, há a história de cada comprimido. Eles nascem em universidades, passam por startups e testes clínicos… Se forem reprovados, o processo começa todo de novo.

Demorado? Sem dúvida. Mas depende da perspectiva. Há apenas 150 anos, sangrar os pacientes na navalha era tido como método sério para curar a maior parte das doenças. A medicina avança devagar em relação à duração de uma vida. Mas o conhecimento é cumulativo: nós temos hoje o que as vidas de ontem deixaram para nós. E as vidas de amanhã terão o que deixarmos para elas.

Esta reportagem foi entregue como trabalho de conclusão de curso do repórter Bruno Vaiano na Escola de Comunicações e Artes da USP. Agradecemos os professores Luciano Guimarães e Wagner Souza e Silva e o redator-chefe da revista Saúde, Diogo Sponchiato, por participar da banca e colaborar com a edição do texto.

Reportagem original a qual deu origem: https://super.abril.com.br/especiais/imunoterapia-a-melhor-arma-anticancer/

Aplicativo do Google Earth agora exibe estrelas

Com os ‘avanços no desempenho de processamento de dispositivos móveis’, agora é possível rotacionar a imagem da Terra e ver estrelas ao fundo

Até pouco tempo, quando o usuário reduzia o zoom para obter uma visão completa do globo no aplicativo do Google Earth para Smartphones, ele se deparava com o planeta isolado, em meio a um fundo de tela completamente escuro.

Recentemente, isso mudou. Graças ao que o Google chama de “avanços no desempenho de processamento de dispositivos móveis”, agora é possível rotacionar a imagem da Terra e ver estrelas ao fundo.

Todas elas são catalogadas pelo Observatório Europeu do Sul, uma organização intergovernamental de pesquisa em astronomia formada por 14 países.

O aplicativo ainda não permite que o usuário clique nas estrelas ou em outros planetas ou se aproxime dos objetos, como acontece no Google Maps. Porém, a atualização pode abrir caminhos para essa possibilidade no futuro.

Matéria Original: https://olhardigital.com.br/ciencia-e-espaco/noticia/aplicativo-do-google-earth-agora-exibe-estrelas/96173

Fim do suporte do Windows 7 e do Office

Fim do suporte do Windows 7 e do Office

O suporte para Windows 7 terminará no dia 14 de janeiro de 2020, e a sua experiência poderá ser diferente, dependendo de sua versão do Office.

Observação: Se você for um profissional de TI responsável pela implantação do Office em uma empresa, aconselhamos ver Fim do suporte do Windows 7 e o Office 365_ ProPlus.

Selecione a guia Office 365 ou Outras Versões do Office abaixo para saber mais sobre o que você precisa fazer após o fim do suporte para o Windows 7.

Office 365

Windows 7 e Office 365

Office 365 é governado pela política de ciclo de vida moderna que exige que os clientes estejam sempre atualizados conforme a manutenção e os requisitos do sistema para o produto ou serviço, inclusive usando o Office 365 em um sistema operacional Windows com suporte no momento.

O uso de Office 365 em sistemas operacionais mais antigos e sem suporte pode causar problemas de desempenho e confiabilidade com o tempo. Como uma valiosa assinatura do Office 365, gostaríamos de fornecer uma experiência estável do Office 365. Portanto, se você estiver usando o Office 365 em um computador executando o Windows 7, recomendamos migrar para o Windows 10.

Mesmo não havendo mais suporte para o Windows 7 após janeiro de 2020, decidimos fornecer a você as atualizações de segurança para Office 365 pelos próximos três anos até janeiro de 2023. Daremos mais tempo para que a transição do uso do Office 365 em dispositivos com Windows 7 para um sistema operacional compatível, como o Windows 10. Mas, durante esse período, enquanto o dispositivo ainda estiver executando o Windows 7, o Office 365 não receberá novas atualizações de recursos.

Depois de migrar para um sistema operacional Windows compatível, todos Office 365 os recursos e atualizações de segurança serão retomados normalmente. Neste momento, você pode executar uma atualização do Office para verificar se você tem a versão mais recente.

Desinstalar o Windows 7 e outras versões do Office

As versões sem assinatura do Office, como o Office Home & Student ou o Office Home & Business, terão suporte completo com base na política de ciclo de vida fixo. No entanto, o Windows 7 não receberá mais atualizações de segurança, o que o deixará vulnerável a ameaças à segurança. Assim, se você estiver executando o Microsoft Office em um computador com o Windows 7, recomendamos migrar para o Windows 10.

A tabela a seguir mostra as versões com suporte do sistema operacional do Office e do Windows.

SO WindowsOffice 2010Office 2013Office 2016Office 2019
Windows 7Com suporteCom suporteCom suporteN/D
Windows 8.1Com suporteCom suporteCom suporteN/D
Windows 10Com suporteCom suporteCom suporteCom suporte

* Essas versões do Office continuarão a ter suporte enquanto estiverem dentro da política de ciclo de vida da Microsoft. No entanto, se o problema for resultado da combinação do Office e de um sistema operacional sem suporte (que será o Windows 7 após 14 de janeiro de 2020), o problema não terá suporte.

Como obter o Windows 10

Para manter a confiabilidade e a estabilidade do Office 365, recomendamos migrar para o Windows 10.

O Windows 10 está disponível para que a compra atualize um computador existente, no entanto, os PCs mudaram substancialmente porque o Windows 7 foi lançado há dez anos. Os computadores de hoje são mais rápidos, robustos e mais elegantes. Além disso, eles já vêm com o Windows 10 instalado!

Para obter ajuda sobre como encontrar um que atenda às suas necessidades e ao seu orçamento, entre em contato com um de nossos consultores e por que os computadores com o Windows 10?

Se você comprou um computador novo com Windows 10, mas precisa de ajuda para transferir seus arquivos, consulte migrar para um computador com Windows 10.

Dica: Se seu computador for gerenciado pelo seu trabalho ou escola e você recebeu uma notificação de atualização para o Windows 10, consulte o suporte técnico de TI ou o administrador de TI sobre como atualizar. Siga as recomendações da sua organização para obter instruções sobre como transferir seus arquivos e aplicativos.

Você recebeu a notificação “Seu PC com Windows 7 está sem suporte”

Você recebeu a notificação “Seu PC com Windows 7 está sem suporte”

Aplica-se a: Windows 7 Home Basic,Windows 7 Home Premium,Windows 7 Professional,Windows 7 Ultimate,Windows 8

Resumo


Quando o PC está executando uma versão do Windows que chegou ao fim do suporte, é importante que você tome medidas porque, sem correções de segurança contínuas, o PC ficará vulnerável a vírus e malware.  Caso você tenha o Windows 8 (não atualizado para o Windows 8.1), o Windows 7 Service Pack 1 (SP1) ou o Windows 7 (não atualizado com SP1), uma das seguintes notificações em tela inteira poderá ser exibida no computador (dependendo do sistema que você estiver usando):

Windows 7 Service Pack 1 (SP1)

Seu PC com Windows 7 está sem suporte

Seu PC do Windows 7 está fora de suporte.  A partir de 14 de janeiro de 2020, o suporte para o Windows 7 chegou ao fim.  Seu PC é mais vulnerável a vírus e malware, devido a não mais atualizações de segurança, atualizações de software ou suporte técnico.  A Microsoft recomenda fortemente o uso do Windows 10 em um novo PC para os mais recentes recursos de segurança e proteção contra software malicioso.

A notificação permanecerá na tela até que você interaja com uma das opções disponíveis.  Embora essas notificações tenham sido projetadas para fornecer informações importantes, você pode selecionar “Lembrar mais tarde” para descartar o lembrete por três dias.  Caso prefira não receber mais lembretes, você poderá selecionar a opção “Não lembrar novamente” para deixar de recebê-los.

Windows 7 (não atualizado com SP1)

Desculpe interromper, mas isto é importante.

Seu computador está executando uma versão desatualizada do Windows 7.

Seu computador está executando uma versão desatualizada do Windows 7.

Windows 8 (não atualizado para o Windows 8.1)

Desculpe interromper, mas isto é importante.

Seu computador está executando uma versão desatualizada do Windows 8.

Seu computador está executando uma versão desatualizada do Windows 8

Essas versões do Windows atingiram o fim do período de suporte e não recebem mais atualizações de segurança da Microsoft. Para manter o Windows tão seguro quanto possível, recomendamos que você mude para o Windows 10. 


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