Categoria Ciência ao redor do mundo

Pesquisadores conseguem manipular lembranças no cérebro de pássaros

Pesquisadores conseguem manipular lembranças no cérebro de pássaros

Neurônios geneticamente modificados e pulsos de luz foram usados para modificar elementos do canto dos animais

Uma equipe no Southwestern Medical Center na Universidade do Texas demonstrou como pulsos de luz podem ser usados para manipular a conexão entre neurônios e, consequentemente, criar ‘lembranças’ falsas em pássaros.

Para o estudo foram usados pássaros de uma espécie conhecida no Brasil como Mandarim (Zebra Finch nos EUA). Esta espécie aprende a cantar ouvindo e copiando o canto de seus pais, e a canção é dividida em ‘sílabas’ de comprimento variável. Os cientistas identificaram um tipo de neurônio chamado NIf que dispara no início e fim de cada sílaba e que, supunham eles, seria responsável por controlar a duração das notas.

Os cientistas então manipularam estes neurônios, inserindo genes que os tornam sensíveis à luz. Os cientistas usaram filhotes de Mandarim, que nunca tinham sido expostos à canção de um adulto, e usando fibras ópticas estimularam seus cérebros com pulsos de luz de comprimento variável.

Quando os pulsos eram curtos, os pássaros produziam canções com sílabas curtas. Quando eram longos, produziam canções com sílabas longas. Em resumo, é como se os pássaros se ‘lembrassem de uma canção que nunca ouviram, manipulada pelos cientistas. Eles acreditam que outros elementos das canções, como o tom e a sequência de sílabas, também podem ser codificadas em pulsos de luz e implantadas.

Segundo Todd Roberts, líder do grupo, os mecanismos para o aprendizado de uma canção no cérebro dos pássaros podem nos ajudar a compreender como outros animais aprendem com experiências sociais. ‘Podemos usar esta informação para identificar precisamente os ‘circuitos’ no cérebro que podem ser particularmente afetados por condições como o autismo’, disse ele.

Fonte: New Scientist

Nasa capta momento em que buraco negro engole uma estrela

Nasa capta momento em que buraco negro engole uma estrela

Agência espacial observou o momento em que a estrela é destruída em pedaços e engolida pelo buraco negro; evento acontece a cada 10 mil ou 100 mil anos

Astrônomos da Nasa testemunharam o que pode ser considerado um dos eventos mais violentos do Universo: uma estrela sendo destruída por um buraco negro. O evento foi capturado pelo satélite Transiting Exoplanet Survey, também conhecido como TESS.

O fenômeno, conhecido cientificamente como “perturbação das marés”, acontece quando um buraco negro destrói uma estrela em pedaços enquanto a consome. Para mostrar como o fenômeno acontece, a Nasa criou um vídeo para demonstrar o acontecimento. Cientistas explicam que não é possível captar um vídeo real do momento, já que os satélites registram apenas os dados que são convertidos em gráficos posteriormente.

Os astrônomos dizem que esse tipo de acontecimento ocorre apenas uma vez a cada 10 mil ou 100 mil anos em uma galáxia do tamanho da Via Láctea. Como existem bilhões de galáxias no Universo, os cientistas conseguiram captar os dados de 40 desses eventos até agora, mas ainda é difícil identificá-los.

“Imagine que você está no topo de um centro de arranha-céus, e você deixa cair uma bola de gude nas ruas abaixo, seu objetivo é fazer com que ela entre em um buraco de uma tampa de bueiro”, explicou Chris Kochanek, professor de astronomia da Universidade de Ohio. “É mais difícil que isso”.

Reprodução

O evento foi visto originalmente em 29 de janeiro pelo All-Sky Automates Survey for Supernovae, uma rede global de telescópios robóticos com sede na Universidade de Ohio. O evento foi localizado em uma parte do céu onde o TESS também estava observando.

“Os dados do Tess permitem ver exatamente quando esse evento destrutivo, chamado ASASSN-19bt, começou a acontecer”, disse Thomas Holoien, do Carnegie Observatories, em Pasadena, Califórnia. “Os dados iniciais são incrivelmente úteis para modelar a física dessas explosões”.

Testemunhar um evento tão raro deve ajudar os cientistas a entendê-lo melhor. Um artigo descrevendo as descobertas, liderado por Holoien, foi publicado no The Astrophysical Journal.

“Pensou-se que todas [perturbações das marés] teriam a mesma aparência. Mas acontece que os astrônomos apenas precisavam da capacidade de fazer observações mais detalhadas deles”, disse Patrick Vallely, do Ohio State, coautor do artigo. “Temos muito mais a aprender sobre como eles funcionam, e é por isso que conseguir observar um deles e ter as excelentes observações do TESS foi crucial”.

É muito bom saber que há uma distância significativa entre nosso sistema solar e um buraco negro que faz isso, especialmente quando consideramos que a estrela destruída possui um tamanho semelhante ao do Sol:

Via: Cnet