Archives 2019

Para que servia o botão turbo nos computadores antigos?

A tecnologia é algo que evolui a passos assustadoramente rápidos. Isso é muito bom, claro, pois nós podemos desfrutar dessas evoluções nas mais diferentes esferas, como os smartphones, games, gadgets, automóveis e, claro, os computadores, o centro de tudo quando falamos de tecnologia.

Tamanho dinamismo e renovação acabam por deixar algumas coisas ou funções que passam desapercebidas. Seja em um telefone fixo, seja em uma CPU, sempre tinha um botãozinho que nós não fazíamos a menor ideia do que poderia fazer por nós. E o pior, tamanho era o receio, que nem ousávamos apertar tais botões. Um desses nossos amiguinhos que metiam medo era o botão “turbo”, muito comum nos computadores dos anos 90.

Para os mais desentendidos ou esquecidos, logo deve vir à cabeça: “caramba, um botão que aumentava a velocidade e a capacidade do PC? Como não fazem isso hoje?” A resposta é simples: não fazem isso porque a função deste botão era justamente a oposta. Surpreso? Não tem problema, a gente explica.

Um turbo que desacelera

As máquinas mais antigas tinham um clock bem diferente das de hoje. Nos tempos atuais, os programas se adaptam melhor às evoluções apresentadas pelos processadores, não sendo necessário que nenhum tipo de artifício externo seja usado para dar uma “acalmada” na máquina.

Então, basicamente, o botão turbo fazia com que a velocidade do seu computador fosse reduzida para que alguns programas e jogos pudessem funcionar em seu ritmo normal. “O botão ‘turbo’ das CPUs antigas passava uma percepção de maior valor para o consumidor e eram colocados para ajustar o clock do processador de acordo com a necessidade dos aplicativos”, explica Elton John Bonfim, especialista de Produtos da Positivo, em entrevista ao Canaltech.

“Os primeiros programadores de computadores usavam o clock do processador para medir o tempo de execução de cada programa e isso foi o padrão por muito tempo. Para se ter uma ideia, os processadores Intel daquela época trabalhavam próximo dos 4MHz, ou seja, tudo era feito pensando nesta velocidade, neste padrão de tempo de reação”, explica Iuri Santos, gerente de tecnologia da Kingston e da HyperX no Brasil, em entrevista à nossa reportagem. A máquina com 4Mhz em questão era equipada com o processador Intel 486, que foi, basicamente, a primeira CPU com botão turbo.

Com o tempo, os processadores foram aumentando de velocidade, indo para 8, 12, 20, 25 MHz, mas os programas e jogos não acompanhavam essa evolução e desenvolvimento do hardware. E é aí que o botão turbo entrava. “A chave do turbo era física mesmo, acoplada à placa mãe. Ao apertá-la, você interrompia a frequência de operação dos processadores para que eles ficassem na velocidade do programa ou do game em questão, que era na faixa dos 4MHz”, explica Santos.

Pentium MMX: ao apertar o turbo, as máquinas ficavam mais lentas. Acredite se quiser

Pode parecer controverso, mas, com o botão turbo apertado, o PC ficava mais anestesiado e “enganava”, por assim dizer, os aplicativos que precisavam de muito menos poder para rodar com perfeição nos PCs mais avançados. As últimas máquinas que vieram com esse botão foram os saudosos Pentium MMX, lançados em 1996, e que chegavam a ter velocidades de mais de 200 MHz.

Como ele saiu?

Aos poucos, o mercado foi percebendo que era complicado demais ter programas que rodavam em processadores específicos. Isso sem falar que nem todas as máquinas daquele tempo tinham o botão turbo.

Por isso, logo as empresas começaram a fazer processadores que tinham essa desaceleração de maneira nativa, sem a necessidade de um botão físico ligado à placa-mãe. Com isso, os PCs ficaram mais populares e fáceis de serem programados, pois essa simulação para diminuir o poder da máquina era feita por meio de software. “Hoje os computadores não possuem mais isso ligado à placa-mãe porque se trata de algo a parte. Ou seja, não está preso na velocidade de processamento do chipset”, complementa Santos.

“Hoje, o próprio processador gerencia a carga de trabalho e aumenta a frequência conforme a necessidade de processamento. É o chamado ‘Turbo Boost’ que alguns processadores possuem”, explica Bonfim.

Se o botão turbo existisse hoje, com certeza ele não funcionaria da mesma maneira que tempos atrás. A razão é muito simples: os processadores ficaram tão rápidos, que seria quase impossível abaixar o clock de 2GHz, por exemplo, para os longínquos 4MHz.

Os programas e jogos atuais já são feitos pensando justamente no poderio das máquinas que temos no mercado, e isso vale também para dispositivos mobile. As placas de vídeo e boosters que também existem no segmento, ao contrário do nosso botão turbo antigo, servem, aí sim, para acelerarem todo o processo e darem aquele empurrãozinho quando queremos jogar alguma coisa mais pesada ou fazer aquela edição de imagem ou vídeo que exige muito da CPU.

E aí, amigo leitor? Vocês ainda têm por aí uma CPU com este botão turbo? Se tiverem, mandem uma foto para gente! Caso tenham alguma história do uso deste botão, deixem nos comentários também!

Bruxas: quem eram elas e por que iam parar na fogueira. Até a Idade Contemporânea, a Europa somou 12 mil julgamentos por bruxaria, com cerca de 50 mil condenações à morte.

Elas até podiam ter nariz adunco com verrugas na ponta e usarem chapéus pontudos. Frequentemente, preparavam poções em caldeirões. E talvez até tivessem gatos pretos como animais de estimação. Mas não se engane: as bruxas eram apenas mulheres independentes, cultivando tradições inofensivas, que passavam de mãe para filha. Não muito diferente de muitas vovós de famílias do interior até hoje, que preparam remédios caseiros. Na época, isso podia ser motivo para ir para a fogueira.

“As mulheres atraíam muita desconfiança da Igreja. Quando elas se mostravam habilidosas para lidar com a vida, seja preparando medicamentos ou atuando como parteiras, os bispos iam à loucura”, afirma o historiador britânico Malcolm Gaskill, professor da Universidade de East Anglia. “Depois de várias semanas de tortura, as mulheres confessavam práticas indescritíveis, como beijar ânus de gatos, beber sangue humano ou sacrificar crianças recém-nascidas.” Assim, por meio dessas confissões, o mito ganhava credibilidade, levando a mais perseguição e mais histórias de satanismo extraídas na marra, num círculo vicioso.

Quando a perseguição alcançou o auge, vestígios da cultura pagã e costumes característicos da vida rural se transformaram em pretexto para buscar culpados para todo tipo de crise. Colheitas especialmente ruins, ondas de mortes no gado ou entre recém-nascidos, epidemias inexplicáveis para a época, ou até mesmo secas ou chuvas fora de estação eram considerados motivos para sair procurando pelas supostas adoradoras do demônio.

Narizes grandes e marcas na pele podiam ser incriminadores. O Vaticano considerava que o maléfico se manifestava pelo feio. Verrugas, corcundas, deformações físicas como mãos tortas, tudo isso podia ser visto como manifestação de bruxaria.

Quanto aos chapéus pontudos, eles chegaram a estar na moda, especialmente no norte da Europa. Eram muito usados por camponesas mulheres, que também manipulavam caldeirões, nos quais eram feitos remédios tradicionais. A Igreja, adepta do hábito de relacionar objetos pontudos ao diabo e a produção de remédios populares a práticas proibidas, passou a perseguir tanto o chapéu quanto o caldeirão. Daí vem o estereótipo moderno.

A NAÇÃO DOS “BRUXOS”

Antissemitismo virulento atribuía aos judeus as mesmas características das bruxas.

Além das pobres camponesas, mortas por preparar remédios caseiros para os vizinhos, os judeus foram largamente perseguidos durante toda a Idade Média. As lendas sobre eles eram muitas. A mais famosa era a do judeu errante. Vivendo nos tempos de Jesus, ele tinha um comércio em uma rua, por onde Cristo passou a caminho da cruz. Avarento, ele recusou água e ajuda ao condenado. Acabou amaldiçoado com uma eternidade para se arrepender. E vagou pelo mundo, desde então, condenado a sofrer por sua maldade.

Outras lendas tinham resultados mais funestos. Acreditava-se que os judeus, como as bruxas, sequestravam crianças para usar em seus rituais, bebendo seu sangue. Quando uma criança era morta violentamente, eram lançados os libelos de sangue, convocando a matar todos os judeus da cidade, o que era o chamado pogrom. A Igreja até tentava conter a turba, geralmente sem sucesso. Várias dessas supostas vítimas dos judeus foram tornadas “santos” popularmente. Como São Huguinho de Lincoln, inglês de 9 anos, cujo corpo, achado num poço em 1255, levou a um massacre de judeus na cidade. Na Europa Ocidental, os pogroms foram contidos no século 18. No Leste Europeu, só no começo do século 20.

O antissemitismo se baseava na ideia de que os judeus foram responsáveis pela morte de Jesus Cristo.

O antissemitismo se baseava na ideia de que os judeus foram responsáveis pela morte de Jesus Cristo. (Índio San/Superinteressante)

A VIDA SEXUAL DAS BRUXAS

A vassoura tem uma origem no mínimo insólita. Instrumento de trabalho das esposas e filhas, ela ainda tinha relação com um antigo rito celta: sacerdotisas usavam pedaços de paus e corriam posicionadas sobre eles como se fossem cavalos, num ritual erótico de fertilidade, uma forma de estimular o mundo vegetal a crescer com rapidez. Então era usada uma erva chamada neimendro, um potente alucinógeno, do qual eram feitos unguentos. Que eram aplicados, nas palavras do teólogo do século 15 Jordanes de Bérgamo, “embaixo dos braços e outras partes peludas”. Era nisso que, com o perdão da expressão, entrava a vassoura. As sacerdotisas celtas besuntavam a vassoura com unguento de neimendro, usavam o cabo para aplicar mais fundo, e saíam por aí montadas nela, tão alucinadas que “voavam”.

Outra maneira de se movimentar seria adotar a forma de animais, especialmente gatos. No século 15, o papa Inocêncio 8o publicou a bula Summis desiderantes affectibus, que reconhecia oficialmente a existência de bruxas e incluía gatos pretos na lista de seres que deveriam ser perseguidos. E eles eram, de fato: ainda no século 18, os franceses mantinham o hábito de prender gatos acusados de serem bruxas metamorfoseadas. Os animais eram queimados vivos ou estrangulados em praças.

As reuniões de mulheres no meio rural, seja para ajudar na colheita ou mesmo para pedir fartura a anjos e santos, eram consideradas uma forma disfarçada de sabá – a palavra, inspirada nos rituais judeus, indicava as reuniões de bruxas, no mato, ao redor de fogueiras, para a realização de rituais diversos. As bruxas também seriam amantes ardorosas de demônios – o que serviu de desculpa para perseguir pessoas de hábitos sexuais considerados desviantes, em especial o homossexualidade, tanto masculina quanto feminina, ou mesmo o crime de adotar posições diferentes do papai-e-mamãe. Os pactos demoníacos seriam consumados com a prática de sexo anal com demônios. Mas os seres do inferno também poderiam engravidar mulheres especialmente belas, muitas vezes com a concordância dos maridos ou pais. Na Alemanha protestante, ainda no século 17, crianças eram presas sob a acusação de serem metade demônios.

Bruxas foram acusadas de causar a Peste Bubônica.

Bruxas foram acusadas de causar a Peste Bubônica. (Índio San/Superinteressante)

Até a Idade Contemporânea, a Europa somou 12 mil julgamentos por bruxaria, com cerca de 50 mil condenações à morte, a maioria por confissões obtidas sob tortura — ou métodos mais exóticos. Havia também a “prova da água fria”. A acusada era amarrada com cordas no fundo de um rio. Se ela flutuasse, era considerada bruxa, e executada. Se ela afundasse, era inocente — e eles até tentavam tirá-la do fundo, então. Para quem era condenada, a fogueira não era o único método, também podiam ser punições convencionais: enforcamento ou decapitação.

No mundo desenvolvido, a perseguição sofreu uma redução brusca no século 18. A última execução aconteceu na Suíça, em 1782. Mas, em outros lugares, ainda se caçam bruxas. Só na última década, quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, foram julgados, condenados e executados por bruxaria pelo governo da Arábia Saudita. Em São Paulo, na cidade de Guarujá, em maio de 2014, uma mulher foi caçada na rua e linchada até a morte. Em Gana, o governo local teve de criar seis campos para refugiar mulheres acusadas de bruxaria, que, se voltassem para casa, acabariam mortas pelos próprios vizinhos. Parece que se esqueceram de avisar que a Idade Média acabou. Muita gente continua a fazer valer a célebre frase de Sancho Pança: “Não acredito nas bruxas, mas, que elas existem, existem”.

Matéria Original: https://super.abril.com.br/historia/bruxas-quem-eram-elas-e-por-que-iam-parar-na-fogueira/

Avião construído para resistir ao “fim do mundo” é derrubado por um pássaro O E-6B Mercury foi desenhado para sobreviver a um ataque nuclear, mas precisou fazer um pouso de emergência após uma ave entrar no motor.

As Forças Armadas dos Estados Unidos já estão preparadas para uma eventual guerra nuclear que possa acabar com o planeta. Para isso, o país possui uma frota de aviões adaptados para sobreviver aos danos de uma bomba nuclear. Além disso, as aeronaves também usam sinais de baixas frequências para se comunicar e comandar o disparo de mísseis submarinos… Mas não foram páreo para uma ave.

No último dia 2 de outubro, a equipe das Forças Armadas conduziam um teste em algum lugar do estado de Maryland. A aeronave já estava no ar e deveria fazer uma manobra que consiste em tocar o chão por alguns segundos e voltar a decolar. Durante o exercício, um pássaro entrou em um dos quatro motores do avião, causando um pouso forçado.

Nenhum dos tripulantes se feriu, mas os estragos não foram baratos: o passarinho causou um prejuízo de U$2 milhões (cerca de R$8 milhões) em danos para a aeronave. A marinha americana classificou o acontecimento como um “acidente de classe A”, o pior na escala de desastres. Esse rótulo é reservado para acidentes com mortes ou ferimentos irreparáveis, para o caso de perda total da aeronave ou estragos maiores de 2 milhões de dólares.

O E-6B Mercury foi construído pela Boeing para funcionar como uma espécie de base aérea para a marinha americana no caso de uma guerra nuclear. Ele poderia servir como um centro de comando e comunicação militar. O grande diferencial é que seus sistemas de controle conseguem operar mesmo se uma bomba nuclear explodir bem debaixo do avião.

Acidentes com pássaros são mais comuns do que parece. São registrados mais de 3 mil acidentes aéreos militares por ano envolvendo animais selvagens só nos Estados Unidos. No Brasil, a média é de 2 mil colisões com fauna todo ano.

Se a sua ideia para diminuir esses números for colocar algum tipo de grade para proteger os motores, saiba que não é tão simples assim. Os motores sugam muito ar durante seu funcionamento. Qualquer tipo de barreira na frente deles dificultaria a absorção de ar e teria que ser extremamente grossa e resistente para aguentar o impacto de um pássaro batendo a 800 quilômetros por hora. Pouco viável para a aviação.

Já foram desenvolvidas algumas maneiras de evitar as colisões sem ferir aos animais, como chamar a atenção dos pássaros usando ilusões de ótica e pulsos de luz. Os motores das aeronaves também são robustas o suficientes para aguentar o tranco de uma ave pequena sem muito problema. Mesmo assim, as colisões com animais ainda causam um dano estimado em U$3 bilhões ao ano para a aviação mundial. Um belo estrago para a aviação – e para os pássaros.

Conheça games que fizeram muito sucesso na década de 1990

Para quem curte reviver tempos mais antigos, o Internet Archive é um site muito interessante. Isso porque ele preserva documentos, vídeos, fotos e até games antigos. Por isso, ele é ideal para matar a curiosidade (ou a saudade) sobre os jogos de décadas atrás.

Além disso, não há necessidade de realizar qualquer download para ter acesso aos jogos, o que é um alívio para computadores que não são tão potentes ou não possuem muita memória. É só selecionar o game no catálogo e jogar pelo navegador mesmo!

A seguir, confira alguns dos melhores jogos dos anos 1990:

Prince of Persia

Esse jogo, muito famoso há cerca de 30 anos, fez a cabeça da garotada. A empresa responsável por ele hoje leva o nome de Ubisoft. O principal motivo para tanto sucesso foi por conta dos gráficos do game, que eram muito bem elaborados para a época. Os desafios presentes no jogo são muito interessantes e requerem perspicácia. Ele é, sem dúvida, um jogo para fãs de ação.

Prince of Persia (Captura de tela: Ariane Velasco)

Unreal

Misturando ação com ficção científica, o Unreal foi lançado já no final da década, no ano de 1998. Ele é mais um dos jogos de tiro em primeira pessoa, cujo enredo consiste em uma aventura de um personagem anônimo (chamado Prisioneiro 849) a bordo da nave Vortex Rikers. Ao cair em um cânion em um planeta chamado Na Pali, os tripulantes se deparam com humanoides reptilianos, que os matam, com exceção do Prisioneiro 849, que deverá lutar para manter-se vivo.

Unreal (Imagem: Divulgação/steampowered.com)

SimCity

Pessoas que cresceram na década de 1990 certamente se lembram desse jogo por conta de seu sucesso. Hoje em dia, é possível jogar suas versões mais recentes.
O game tem a estratégia como sua principal característica. Nele, você deve construir uma cidade do zero, administrando todos os seus recursos de maneira eficiente.

Simcity (Imagem: Divulgação/Playdosgames.com)

Aladdin

Qual criança dos anos 1990 ou até do começo dos anos 2000 não conhece a música de abertura deste clássico da Disney? O que muitas podem não saber, no entanto, é que ele conta com um game de mesmo nome, onde o personagem principal se aventura em cenários típicos da Arábia.

Aladdin (Imagem: Sega-brasil.com.br)

Duke Nukem

O Duke Nukem é um jogo de ação cujo protagonista é de mesmo nome. Foi lançado em 1991 pela então Apogee Software Ltd. Em 2010, os direitos da série foram comprados pela Gearbox Software, responsável pela versão mais recente do game, intitulada Duke Nukem Forever.

Duke Nukem (Captura de tela: Ariane Velasco)

European Championship 1992

Os amantes de jogos de futebol com certeza conhecem esse game, que é um verdadeiro veterano do gênero. A quantidade de times disponíveis no jogo dos anos 1990 é pequena, mas a experiência de jogá-lo é realmente uma viagem ao passado que vale a pena fazer.

European Championship 1992 (Captura de tela: Ariane Velasco)

Wolfenstein 3D

Esse jogo conta com gráficos que simulam o 3D, o que torna a experiência de jogá-lo muito interessante. Além disso, ele foi um dos primeiros jogos de tiro em primeira pessoa. Seu cenário é um castelo nazista, onde o jogador deve enfrentar todo o exército somente com as armas que tem em mãos.

Wolfenstein 3D (Imagem: Divulgação/Microsoft Store)

Ferrari Formula One

Os entusiastas de jogos de corrida também têm seu espaço no Internet Archive. Neste, a corrida acontece em primeira pessoa, permitindo a experiência de estar dentro do carro do piloto.

Ferrari Formula One (Captura de tela: Ariane Velasco)

Xenon

Lançado em 1988, o jogo se passa em uma guerra contra aliens enfrentada por Darrian, piloto do espaço. A mando do Capitão Xod, Darrien deve percorrer todo o território dominado pelos alienígenas para ajudar a salvá-lo.

Xenon (Imagem: Divulgação/APKPure)

Where in The World is Carmen Sandiego

Esse jogo foi um dos principais da década de 1990, em parte devido a seu desenho animado, que era exibido na TV. Nele, a missão do jogador é encontrar a ladra Carmen Sandiego e prendê-la. Para isso, é preciso traçar estratégias e aprender sobre os locais pelos quais a criminosa passa.

Where in The World is Carmen Sandiego (Imagem: 1morecastle.com)

Golden Axe

O Golden Axe é um clássico cuja criação é da SEGA. O cenário do filme é medieval e os jogadores podem escolher entre três personagens que se envolvem em toda a pancadaria. No jogo também é possível contar com magias, que se tornam mais fortes na medida em que o jogador avança e passa a lidar com grupos maiores de inimigos.

Golden Axe (Captura de tela: Ariane Velasco)

Maniac Mansion

O Maniac Mansion é um jogo de aventura onde o jogador deve explorar os cenários e lidar com desafiantes quebra-cabeças. O personagem principal é Dave Miller, que deve resgatar sua namorada das garras de um cientista maluco dentro de uma mansão.

Maniac Mansion (Captura de tela: Ariane Velasco)

XCOM Ufo Defense

A série da qual o jogo faz parte existe até hoje e ainda faz bastante sucesso. Para quem gosta de games de estratégia, com certeza esse deve entrar na lista de jogos. O objetivo principal é eliminar alienígenas que pretendem invadir a Terra através de missões cuidadosamente planejadas e lutas.

XCOM Ufo Defense (Captura de tela: Ariane Velasco)

Doom

O Doom é outro clássico jogo de tiro em primeira pessoa, lançado pela ID Software em 1993. Seu personagem principal é um fuzileiro espacial que trabalha para a UAC (Union Aerospace Corporation). O objetivo principal é lutar contra demônios e zumbis para salvar a espécie humana da extinção.

Doom (Captura de tela: Ariane Velasco)

Brecha em servidor da Adobe expõe 7.5 milhões de usuários da Creative Cloud

Em mais uma grave brecha de segurança, a Adobe foi a responsável pela exibição dos dados de 7,5 milhões de usuários do Creative Cloud, sua suíte de aplicativos na nuvem. O número é equivalente a metade da base total de assinantes da plataforma, que tiveram vazados e-mails, datas de criação de contas, produtos adquiridos e com assinatura corrente, status de pagamento, IDs e países, além de indicadores caso fossem funcionários da própria desenvolvedora de software.

A falha foi descoberta pela Comparitech, uma empresa de segurança da informação, e informada à Adobe no dia 19 de outubro, tendo sido corrigida rapidamente. Ainda assim, não dá para saber por quanto tempo o servidor que disponibilizava os dados ficou aberto, permitindo o acesso e a visualização dos dados sem a necessidade de senhas ou qualquer outro tipo de autenticação.

Em comunicado, a Adobe disse que a falha aconteceu, especificamente, em um ambiente de prototipagem. Mais uma vez, o problema se deu por conta de uma má configuração de servidores ElasticSearch que, como o nome já indica, entrega uma solução de pesquisas em banco de dados, que funciona na nuvem e com código aberto. É uma ferramenta bastante usada por empresas de tecnologia, mas também, uma alternativa costumeiramente responsável por vazamentos desse tipo quando não configuradas corretamente pelos responsáveis.

De acordo com a Comparitech, como a data em que a brecha se tornou disponível é desconhecida, também não dá para saber se terceiros tiveram acesso não autorizado a ela. Entretanto, a empresa de segurança tranquiliza os usuários, uma vez que dados confidenciais, senhas ou informações financeiras não estavam disponíveis nos servidores, o que torna a brecha um pouco menos perigosa.

Ainda assim, o alerta é para que os assinantes da Adobe Creative Cloud permaneçam atentos, principalmente, a e-mails fraudulentos que possam tentar se passar pela companhia para solicitar credenciais de acesso ou senhas. O olho deve permanecer vivo, também, quanto a outros serviços que compartilhem o mesmo endereço de correio eletrônico, já que eles também podem ser alvo a partir de outros bancos de dados vazados, esses sim, contendo senhas.

A recomendação é que a autenticação em duas etapas seja ativada em todos os perfis de usuário ou, pelo menos, naqueles mais importantes. A medida adiciona um passo adicional ao processo de login, o que faz com que vazamentos como estes se tornem menos preocupantes, uma vez que, mesmo tendo a senha, os hackers não seriam capazes de acessar uma conta.

Pesquisadores conseguem manipular lembranças no cérebro de pássaros

Pesquisadores conseguem manipular lembranças no cérebro de pássaros

Neurônios geneticamente modificados e pulsos de luz foram usados para modificar elementos do canto dos animais

Uma equipe no Southwestern Medical Center na Universidade do Texas demonstrou como pulsos de luz podem ser usados para manipular a conexão entre neurônios e, consequentemente, criar ‘lembranças’ falsas em pássaros.

Para o estudo foram usados pássaros de uma espécie conhecida no Brasil como Mandarim (Zebra Finch nos EUA). Esta espécie aprende a cantar ouvindo e copiando o canto de seus pais, e a canção é dividida em ‘sílabas’ de comprimento variável. Os cientistas identificaram um tipo de neurônio chamado NIf que dispara no início e fim de cada sílaba e que, supunham eles, seria responsável por controlar a duração das notas.

Os cientistas então manipularam estes neurônios, inserindo genes que os tornam sensíveis à luz. Os cientistas usaram filhotes de Mandarim, que nunca tinham sido expostos à canção de um adulto, e usando fibras ópticas estimularam seus cérebros com pulsos de luz de comprimento variável.

Quando os pulsos eram curtos, os pássaros produziam canções com sílabas curtas. Quando eram longos, produziam canções com sílabas longas. Em resumo, é como se os pássaros se ‘lembrassem de uma canção que nunca ouviram, manipulada pelos cientistas. Eles acreditam que outros elementos das canções, como o tom e a sequência de sílabas, também podem ser codificadas em pulsos de luz e implantadas.

Segundo Todd Roberts, líder do grupo, os mecanismos para o aprendizado de uma canção no cérebro dos pássaros podem nos ajudar a compreender como outros animais aprendem com experiências sociais. ‘Podemos usar esta informação para identificar precisamente os ‘circuitos’ no cérebro que podem ser particularmente afetados por condições como o autismo’, disse ele.

Fonte: New Scientist

Operação policial derruba 50% do tráfego de IPTV pirata

Operação policial derruba 50% do tráfego de IPTV pirata

Sistema de gerenciamento usado por mais de 5.000 provedores atingia 50 milhões de usuários e teve impacto imediato no mercado

Recentemente, o site do Olhar Digital falou sobre como o IPTV pirata havia ganhado popularidade nos últimos anos e como as autoridades começavam a ficar mais atentas a esta prática. O resultado disso já está sendo visto: uma operação policial na Europa derrubou um sistema gigantesco de gerenciamento de IPTV chamado Xtream-Codes, deixando muitos usuários desse tipo de serviço no escuro.

A operação foi chamada de Black IPTV mirou vários alvos. Primeiramente, as autoridades foram atrás dos indivíduos por trás de um provedor de IPTV na Itália. No entanto, a ação também acabou por derrubar o Xtream-Codes, sistema que é base para vários serviços de IPTV. Estima-se que ele fosse usado por 5.000 provedores atingindo 50 milhões de usuários finais, então o seu encerramento teve um impacto imediato.

De fato, a Sandvine, empresa que produz equipamento de rede e que costuma monitorar esse tipo de tráfego, notou uma queda brutal no volume de dados que circula na internet relacionado a serviços de IPTV piratas. Em contato com o site TorrentFreak, a companhia confirmou que percebeu uma queda de 50% no tráfego de IPTV ilícito.

A operação atingiu as plataformas de IPTV no dia 18 de setembro, uma quarta-feira, mas seus efeitos só foram sentidos ao longo dos dois dias seguintes por questões técnicas. Foi neste momento, de quinta para sexta-feira, em que a Sandvine percebeu a queda drástica de 50%.

No entanto, a pirataria é comparada a uma hidra por bons motivos: corte uma cabeça e outras surgem. Os provedores logo começaram a migrar para outros sistemas de gerenciamento além do Xtream-Codes, e os serviços logo começaram a ser restabelecidos.

A Sandvine listou cinco serviços que foram completamente derrubados com a operação policial entre os dias 19 e 21 de setembro. Segundo a empresa, quase todos já estavam se recuperando no dia 21, com apenas um deles ainda inativo. Contudo, é importante notar que o mercado de IPTV pirata é consideravelmente maior do que esses cinco serviços e é difícil estimar com precisão o total de plataformas similares afetadas e quantas delas conseguiram se recuperar.

Nasa capta momento em que buraco negro engole uma estrela

Nasa capta momento em que buraco negro engole uma estrela

Agência espacial observou o momento em que a estrela é destruída em pedaços e engolida pelo buraco negro; evento acontece a cada 10 mil ou 100 mil anos

Astrônomos da Nasa testemunharam o que pode ser considerado um dos eventos mais violentos do Universo: uma estrela sendo destruída por um buraco negro. O evento foi capturado pelo satélite Transiting Exoplanet Survey, também conhecido como TESS.

O fenômeno, conhecido cientificamente como “perturbação das marés”, acontece quando um buraco negro destrói uma estrela em pedaços enquanto a consome. Para mostrar como o fenômeno acontece, a Nasa criou um vídeo para demonstrar o acontecimento. Cientistas explicam que não é possível captar um vídeo real do momento, já que os satélites registram apenas os dados que são convertidos em gráficos posteriormente.

Os astrônomos dizem que esse tipo de acontecimento ocorre apenas uma vez a cada 10 mil ou 100 mil anos em uma galáxia do tamanho da Via Láctea. Como existem bilhões de galáxias no Universo, os cientistas conseguiram captar os dados de 40 desses eventos até agora, mas ainda é difícil identificá-los.

“Imagine que você está no topo de um centro de arranha-céus, e você deixa cair uma bola de gude nas ruas abaixo, seu objetivo é fazer com que ela entre em um buraco de uma tampa de bueiro”, explicou Chris Kochanek, professor de astronomia da Universidade de Ohio. “É mais difícil que isso”.

Reprodução

O evento foi visto originalmente em 29 de janeiro pelo All-Sky Automates Survey for Supernovae, uma rede global de telescópios robóticos com sede na Universidade de Ohio. O evento foi localizado em uma parte do céu onde o TESS também estava observando.

“Os dados do Tess permitem ver exatamente quando esse evento destrutivo, chamado ASASSN-19bt, começou a acontecer”, disse Thomas Holoien, do Carnegie Observatories, em Pasadena, Califórnia. “Os dados iniciais são incrivelmente úteis para modelar a física dessas explosões”.

Testemunhar um evento tão raro deve ajudar os cientistas a entendê-lo melhor. Um artigo descrevendo as descobertas, liderado por Holoien, foi publicado no The Astrophysical Journal.

“Pensou-se que todas [perturbações das marés] teriam a mesma aparência. Mas acontece que os astrônomos apenas precisavam da capacidade de fazer observações mais detalhadas deles”, disse Patrick Vallely, do Ohio State, coautor do artigo. “Temos muito mais a aprender sobre como eles funcionam, e é por isso que conseguir observar um deles e ter as excelentes observações do TESS foi crucial”.

É muito bom saber que há uma distância significativa entre nosso sistema solar e um buraco negro que faz isso, especialmente quando consideramos que a estrela destruída possui um tamanho semelhante ao do Sol:

Via: Cnet

Cientistas querem construir elevador para a Lua

Cientistas querem construir elevador para a Lua

A ideia é amarrar um cabo à superfície da Lua para facilitar o transporte de suprimentos e pessoas

Cientistas criaram um projeto perfeitamente viável para construir o Spaceline, uma espécie de elevador para ligar a Terra à Lua.

Em um artigo publicado no fim de agosto, os astrofísicos Zephyr Penoyre e Emily Sandson, da Universidade de Cambridge e Columbia, respectivamente, descrevem o método que eles pretendem que seja utilizado para a construção de um cabo de 322 mil quilômetros de comprimento preso à Lua.

Para uma reportagem do Observer, Penoyre falou sobre a ideia de construir um elevador para a Lua. Segundo ele, o custo de produção seria baixo, e pode ser estimado como “dentro do capricho de um milionário particularmente motivado”.

Uma vez construído, o transporte operaria usando energia solar. A ideia é poder transportar suprimentos – e até pessoas – por uma fração do valor da decolagem de uma missão espacial atual. Isso sem mencionar as dificuldades de conseguir uma aterrissagem perfeita na Lua usando uma espaçonave.

Considerando os planos do governo dos EUA de instalar-se na Lua para começar a organizar missões tripuladas para Marte, é provável que as rotas de transporte entre a Terra e seu satélite em breve se tornem lotadas e muito lucrativas.

A ideia do elevador para a Lua não é necessariamente nova, é uma velha teoria baseada em conceitos de ficção científica. Originalmente, envolvia amarrar um cabo feito de nanofibras a um contrapeso no centro gravitacional da Terra e depois esticá-lo até a Lua.

Penoyre e Sandson acreditam que isso não funcionaria com a tecnologia de hoje. Como eles descrevem em seu estudo, simplesmente não é possível construir um cabo que seja forte o suficiente para suportar a gravidade da Terra.

Por esse motivo, o estudo dos dois astrofísicos propôs que um cabo fosse amarrado à superfície da Lua e flutuasse na órbita geoestacionária ao redor da Terra como se fosse um prumo, aguardando para que astronautas se prendam a ela. Em vez de serem lançados completamente para fora da órbita, os astronautas devem atingir a ponta do Spaceline para iniciar seu transporte.

Procon aplica multa milionária à Apple e Google por FaceApp

Procon aplica multa milionária à Apple e Google por FaceApp

Google terá que pagar quase R$ 10 milhões, e Apple, R$ 7,7 milhões, por aplicativo que envelhece o rosto de usuários

Procon-SP multou as empresas Apple e Google por desrespeito às regras previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC) enquanto papel de fornecedoras autorizadas em suas respectivas plataformas, do aplicativo FaceApp, que possuía filtros para envelhecer o rosto dos usuários e se tornou febre no Brasil recentemente. 

As multas para as gigantes são milionárias. Google deverá pagar, segundo a Fundação, R$ 9.964.615,77 (valor máximo estipulado), e a Apple, R$ 7.744.320,00. Ambas poderão recorrer da decisão. 

Em comunicado oficial enviado ao Olhar Digital, o Google informa que: Seguindo a filosofia do sistema operacional Android, a Google Play é uma loja virtual aberta na qual o próprio Google e terceiros podem disponibilizar aplicativos e jogos, que podem ser baixados por usuários para serem utilizados em seus celulares. O Marco Civil da Internet e o próprio Código de Defesa do Consumidor dispõem que as lojas virtuais não devem ser responsabilizadas pelas práticas e políticas de aplicativos de terceiros, por isso, tomaremos as medidas necessárias para questionar a multa imposta pelo Procon“.

A Apple Computer Brasil Ltda. informou que não vão comentar sobre o assunto. 

As penalidades aplicadas se referem ao ferimento da “Política de Privacidade” e “Termos de Uso“. De acordo com o órgão de defesa do consumidor, as empresas que possuem responsabilidade sobre dados essenciais dos produtos e serviços que ofertam, não disponibilizaram informações em português. Recentemente, o assunto esteve em pauta no  Olhar Digital News, que trouxe o advogado e consultor da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) Leandro Alvarenga para falar sobre assunto

Segundo o diretor da Fundação Procon-SP, os valores das multas são distintas por serem estipuladas de acordo com o faturamento de cada empresa. O aplicativo russo FaceApp não foi penalizado por não possuir representação jurídica no Brasil. 

Proteção de Dados

No mês passado, as gigantes da tecnologia e o próprio aplicativo russo já tinham sido notificados pelo Procon-SP. O mesmo app de filtros, aliás, já estava sendo investigado na Europa por questões ligadas à privacidade e coleta de dados (GDPR), segundo Alvarenga.

No Brasil, as questões desrespeitadas segundo o Procon-SP, que ainda não serão submetidas às regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para vigorar em agosto de 2020, acabam sendo julgadas com base em leis mais genéricas, como o Código de Defesa do Consumidor, o Código Civil ou o Marco Civil da Internet, de acordo com o especialista em Direito Digital Renato Blum.

Recurso

Google e Apple poderão recorrer em duas instâncias administrativas sobre as multas aplicadas, segundo o órgão. Além do direito de defesa, elas poderão recorrer judicialmente dessas multas ou mesmo quitá-las, com direito a 30% de desconto, caso o pagamento se dê à vista.

Reportagem original: https://olhardigital.com.br/noticia/procon-aplica-multa-milionaria-a-apple-e-google-por-faceapp/89772


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