Pesquisadores conseguem manipular lembranças no cérebro de pássaros

Pesquisadores conseguem manipular lembranças no cérebro de pássaros

Neurônios geneticamente modificados e pulsos de luz foram usados para modificar elementos do canto dos animais

Uma equipe no Southwestern Medical Center na Universidade do Texas demonstrou como pulsos de luz podem ser usados para manipular a conexão entre neurônios e, consequentemente, criar ‘lembranças’ falsas em pássaros.

Para o estudo foram usados pássaros de uma espécie conhecida no Brasil como Mandarim (Zebra Finch nos EUA). Esta espécie aprende a cantar ouvindo e copiando o canto de seus pais, e a canção é dividida em ‘sílabas’ de comprimento variável. Os cientistas identificaram um tipo de neurônio chamado NIf que dispara no início e fim de cada sílaba e que, supunham eles, seria responsável por controlar a duração das notas.

Os cientistas então manipularam estes neurônios, inserindo genes que os tornam sensíveis à luz. Os cientistas usaram filhotes de Mandarim, que nunca tinham sido expostos à canção de um adulto, e usando fibras ópticas estimularam seus cérebros com pulsos de luz de comprimento variável.

Quando os pulsos eram curtos, os pássaros produziam canções com sílabas curtas. Quando eram longos, produziam canções com sílabas longas. Em resumo, é como se os pássaros se ‘lembrassem de uma canção que nunca ouviram, manipulada pelos cientistas. Eles acreditam que outros elementos das canções, como o tom e a sequência de sílabas, também podem ser codificadas em pulsos de luz e implantadas.

Segundo Todd Roberts, líder do grupo, os mecanismos para o aprendizado de uma canção no cérebro dos pássaros podem nos ajudar a compreender como outros animais aprendem com experiências sociais. ‘Podemos usar esta informação para identificar precisamente os ‘circuitos’ no cérebro que podem ser particularmente afetados por condições como o autismo’, disse ele.

Fonte: New Scientist

Pesquisadores criam abelha robótica movida a energia solar

Criada por cientistas de Harvard, robô é mais leve do que um clipe de papel

RoboBee X-Wing: este é o nome da versão mais recente da abelha robótica de Harvard, que pode voar sem a necessidade de um cabo de energia. Pesquisadores do Laboratório de Microrobótica da universidade já estão trabalhando nesse projeto há algum tempo e, agora, eles conseguiram tornar o protótipo menor e mais leve, implementando novos recursos. Dentre eles, está a capacidade de voar dentro e fora da água ao longo dos anos, além de células solares e um par extra de asas.

Esta versão é apenas um quarto do peso de um clipe de papel e que pode bater seu par de asas 120 vezes por segundo. Ao contrário de outros insetos robóticos anteriores, esse modelo recebe energia do sol ou de lâmpadas mais potentes, que os pesquisadores usaram durante os testes.

As células solares geram 5 volts de eletricidade, e um pequeno transformador embutido fornece os 200 volts de eletricidade que o RoboBee precisa para levantar voo. Essa voltagem faz com que os atuadores piezelétricos da abelha se curvem e contraiam, como os “músculos” do inseto, levando ao movimento das asas do robô.

Mesmo que esse não precise de um cabo, a abelha robótica ainda não pode ser usada em missões reais. Ela não funciona quando está indiretamente sob a luz e só pode voar por um ou dois segundos. Testando-a no laboratório, os pesquisadores posicionaram lâmpadas acima do robô para iluminar suas células solares. Mesmo assim, a RoboBee X-Wing poderia sustentar o voo por apenas meio segundo. Portanto, colocar o robô na natureza exigirá o aprimoramento da tecnologia das células solares e o emagrecimento das baterias, especialmente se o autômato quiser passar algum tempo na sombra. A equipe está trabalhando agora em uma versão 25% maior e pode aproveitar a energia de uma fonte de luz.

Robôs como o RoboBee X-Wing são mais ágeis e manobráveis do que aqueles que usam hélices. Eles também são mais silenciosos e não prejudicam ou danificam as pessoas e objetos com os quais entram em contato. Se os pesquisadores de Harvard puderem encontrar uma maneira de fazer o RoboBee funcionar em ambientes externos e no escuro, ele pode ser perfeito para operações de busca, salvamento e exploração ambiental.

Via: Engadget